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A 4ª Revolução Industrial já começou: entenda os impactos

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O avanço da tecnologia e a consequente globalização modificaram completamente a forma como as empresas se relacionam com seus consumidores. Outra mudança foi em como nos relacionamos enquanto sociedade. Tudo isso também se reflete em outros setores, como a indústria, que está presenciando a 4ª Revolução Industrial.

Se o fim do século XVIII ficou marcado pela mecanização do processo de trabalho durante a 1ª Revolução Industrial, agora, no que também é conhecido como Indústria 4.0, a tendência é utilizar mais e mais recursos e ferramentas que facilitem e otimizem a rotina de trabalho. Os impactos no mercado, portanto, são muitos e é preciso estar preparado.

Mas você sabe como fazer isso? Quais as ferramentas e estratégias que precisa adotar para se adaptar de forma precisa às novas tendências do setor? Ou mesmo quais os impactos e benefícios que a 4ª Revolução Industrial pode causar, por exemplo, em um e-commerce? Continue a leitura deste artigo completo para saber tudo sobre Indústria 4.0!

 

Quais foram as Revoluções Industriais ao longo dos anos?

Antes de nos aprofundarmos nos benefícios da 4ª Revolução Industrial e como você precisa se planejar para ter sucesso nesse período, é importante compreender um pouco mais sobre as revoluções que antecederam a Indústria 4.0, certo? Por isso, separamos um resumo do que aconteceu em cada um dos três processos anteriores. Confira!

1ª Revolução Industrial

Iniciada na Inglaterra, a 1ª Revolução Industrial foi marcada pela mudança do sistema feudal para o capitalista e, é claro, por um novo, revolucionário e tecnológico processo produtivo. Antes, o trabalho era feito artesanalmente, com instrumentos mais rudimentares nas casas ou em pequenas oficinas. A revolução modificou essa relação.

Com a chegada das máquinas, o trabalho passou a ser desenvolvido nas fábricas, reduzindo o tempo de produção, aumentando os resultados gerados durante uma jornada de trabalho e, como consequência, gerando lucros mais abundantes. Na prática, o trabalhador deixa de ser o responsável por todas as etapas, com uma visão geral sobre o processo, e passa se concentrar em uma só, especializando-se nela.

Ou seja, ele passa a ser apenas uma parte da estrutura de trabalho e não o responsável direto pela fabricação de um produto. Os reflexos se estenderam também com a consolidação do trabalho assalariado, com cada funcionário sendo remunerado pelo tempo e nível de produção na fábrica, estabelecendo-se, assim, uma nova relação de trabalho.

2ª Revolução Industrial

No período seguinte, a 2ª Revolução Industrial, as fábricas começam a se organizar e a desenvolver novos produtos em seus processos internos. Com a chegada da eletricidade, o vapor fica de lado e os processos de fabricação se tornam muito mais eficientes e produtivos, já que novas ferramentas e soluções foram criadas para otimizar o trabalho.

As fontes de energia também se modificaram, com o petróleo substituindo o carvão e possibilitando uma produção maior. Na prática, portanto, esse período representou o avanço em relação à revolução anterior, aprimorando, com novas técnicas e processos mais eficientes, tudo o que já havia sido conquistado.

As máquinas de tecer mais básicas, por exemplo, começaram a dar lugar a motores elétricos e de combustão. Para se ter uma ideia, foi nesse período que invenções como o telefone, as ondas de rádio e as baterias químicas foram criadas: um avanço em busca de maior produtividade nos diversos ambientes de trabalho e na sociedade.

3ª Revolução Industrial

Após a Segunda Guerra Mundial, o foco das indústrias voltou a ser o avanço tecnológico e o aprimoramento de suas estruturas de trabalho. Esses avanços, porém, deixaram de se restringir aos sistemas de produção e começaram a integrar a área da ciência também e, não à toa, também é conhecida como Revolução Técnico-Científico-Informacional.

Robótica, informática e telecomunicações são setores que começam a se desenvolver e, consequentemente, aprimoram ainda mais os processos produtivos dentro das fábricas. A mão de obra passa a ser mais qualificada e as tecnologias, ainda mais impactantes e eficientes.

Esse período também fica marcado pela maior facilidade de interação entre as pessoas, criando uma rede de troca de informações mais ampla e rápida, sendo o primeiro passo para a redução das fronteiras geográficas. A conectividade, portanto, acaba sendo mais um dos ganhos durante a 3ª Revolução Industrial.

4ª Revolução Industrial

O que todas as revoluções têm em comum? O aprimoramento do que foi feito na etapa anterior, certo? Quando falamos da 4ª Revolução Industrial, isso não é diferente, já que a ideia é encontrar formas mais práticas, produtivas e eficientes de realizar um trabalho, seja em um e-commerce, seja em uma fábrica.

A Indústria 4.0 é, portanto, a utilização de máquinas e ferramentas ainda mais inteligentes, que têm alta capacidade de processar dados, encontrar soluções e auxiliar no processo de tomada de decisão, por exemplo. A partir de um maquinário mais integrado, automatizado e com cada vez menos barreiras, o trabalho tem tudo para ser ainda mais eficiente.

Quais são os impactos e benefícios da 4ª Revolução Industrial?

Você já pensou, em algum momento de reflexão sobre seu desempenho no trabalho, se precisa de mais integração entre os diversos sistemas que compõem a estrutura do seu negócio? Ou seja, que as diferentes ferramentas se comuniquem entre elas e tornem o trabalho ainda mais eficiente e preciso em busca de melhores resultados?

Benefícios como esse são possíveis graças à Indústria 4.0, que permite a utilização mais inteligente dos recursos disponíveis e um melhor aproveitamento do tempo. Mas, para que você não tenha dúvidas da importância da Indústria 4.0 para seu negócio, listamos as principais vantagens. Confira!

Tempo real

A sociedade já está conectada e acostumada com tudo em tempo real. Afinal, um simples smartphone consegue acessar sua conta bancária e permite que você troque informações com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.

Para um e-commerce, isso pode ser extremamente valioso para estreitar relações com os clientes: seja para oferecer um atendimento completo e ativo por 24 horas em diversos canais de contato, seja para agilizar os processos internos e disponibilizar, por exemplo, uma entrega mais rápida aos seus consumidores.

A comunicação com o estoque em tempo real permite que você, além de um maior controle, possa acelerar algumas etapas — algo extremamente valioso nos dias de hoje, especialmente pelo comportamento cada vez mais exigente do consumidor. Afinal, ninguém quer ficar esperando por respostas de uma dúvida ou questionamento, assim como entregas que demoram muito tempo deixam o consumidor insatisfeito. Tudo isso acaba sendo minimizado na Indústria 4.0.

Virtualização

Para alcançar o sucesso, o trabalho de gestão é fundamental, certo? E nada melhor do que as simulações para tornar essa tarefa ainda mais precisa e próxima da realidade, permitindo que você se planeje bem. Com a 4ª Revolução Industrial, o processo de virtualização se torna ainda mais palpável.

Para quem precisa administrar o estoque de uma fábrica ou e-commerce, por exemplo, esse tópico pode ser muito importante para facilitar o processo de monitoramento remoto, tornando-o ainda mais preciso e ágil. Com a versão digitalizada da planta original graças a sensores, você identifica com mais facilidade a situação, em tempo real, do estoque.

Além disso, a virtualização garante mais flexibilidade para todos os seus processos internos e, consequentemente, uma melhoria significativa no sistema de logística e entrega do seu negócio. Por meio de sistemas integrados, a produtividade de toda a equipe tende a aumentar com a adoção das principais práticas da Indústria 4.0.

Descentralização e mais eficiência

Outro benefício proporcionado pela Indústria 4.0 é a descentralização dos módulos de trabalho. De certa forma, lembra um pouco o período da 1ª Revolução Industrial, quando o homem passou a fazer parte de uma estrutura maior e cada peça era responsável por determinada função dentro daquele processo.

Obviamente, é uma mudança muito mais tecnológica, avançada e eficiente, tornando cada etapa (do gerenciamento das suas páginas online até o trabalho de logística) mais independente, tornando o controle remoto uma realidade. Na prática, tudo pode ser comandado a partir do mesmo ponto, aumentando a eficácia desse trabalho.

Modularidade

Uma mudança muito sensível em relação às revoluções anteriores é a ideia de que cada linha de montagem precisa produzir o mesmo item, por exemplo. Ou seja, um mesmo módulo só é capaz de fazer um mesmo trabalho ou função. Porém, como atender aos desejos de um consumidor mais exigente de forma benéfica para seu negócio?

A Indústria 4.0 chega justamente para combater esse problema e permitir que, dentro de uma fábrica, galpão ou armazém, uma mesma máquina ou linha de produção consiga oferecer atendimento e/ou serviço personalizado. Essa modularidade garante flexibilização para que o trabalho seja feito de acordo com a demanda do momento.

Custos reduzidos

Como consequência de todos os itens citados anteriormente, chegamos ao ponto que é sempre do interesse de qualquer profissional: redução de custos. Segundo um relatório do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a principal vantagem do desenvolvimento da Indústria 4.0 é gerar redução nos custos industriais.

Esse benefício pode ser reflexo, por exemplo, da economia e uso mais inteligente da energia, da maior eficiência das ferramentas, máquinas e processos ou até mesmo com a redução dos custos com manutenção de aparelhos. Portanto, a tendência é que você consiga oferecer um serviço e/ou produto ainda melhor e, de quebra, diminuir os gastos.

No caso específico de um e-commerce, isso é ainda mais importante, já que permite que você ofereça, por exemplo, preços mais competitivos em relação aos concorrentes, conseguindo se destacar aos olhos dos consumidores. Além disso, tende a facilitar o seu trabalho de gestão, aplicando os recursos de maneira mais inteligente e precisa.

Qual a relação entre a 4ª Revolução Industrial e a transformação digital?

Muito se fala em transformação digital, porém, você realmente sabe o que significa esse conceito na prática? Com tantos avanços na tecnologia e ciência nos últimos anos, os reflexos não se limitaram ao dia a dia dentro da sociedade, com os smartphones e outros recursos cada vez mais presentes na vida de qualquer pessoa.

A transformação digital é, portanto, o ato de modificar a forma como a empresa usa a tecnologia. Não basta criar páginas nas redes sociais e manter um blog — é colocar diferentes recursos, ferramentas e soluções no processo de trabalho da organização. A partir de uma mudança estrutural profunda, é possível ter resultados mais positivos.

Desde acompanhar métricas e indicadores até a automação de processos, quando as tecnologias são utilizadas para aprimorar essas tarefas, podemos dizer que a transformação digital está dando as caras. A tecnologia, portanto, deixa de ser um simples coadjuvante e passa a ter uma função mais central dentro de cada estrutura.

Apenas a partir dessa evolução é que foi possível o surgimento da 4ª Revolução Industrial. Afinal, só assim é possível aproximar as realidades do mundo físico, digital e até mesmo biológico. A Indústria 4.0, portanto, é fruto da transformação digital, que abriu as portas para que esses avanços e mudanças chegassem ao setor.

Quais ferramentas utilizar para abraçar a 4ª Revolução Industrial?

Mas como colocar a 4ª Revolução Industrial em prática dentro da sua organização? A ideia agora é ajudar você nessa tarefa e, por isso, separamos algumas das ferramentas, conceitos e soluções mais importantes para ficar de olho dentro desse processo e, assim, potencializar suas chances de sucesso neste período.

Computação na nuvem

Ouvir músicas por meio do serviço de streaming e salvar fotos e mensagens: a computação em nuvem já faz parte da rotina da nossa sociedade. O armazenamento online de arquivos e documentos se tornou algo normal nos dias de hoje e isso deve ser importado para o seu negócio, seja qual for seu segmento de atuação.

Além de ser peça fundamental para o bom funcionamento da estrutura das fábricas, armazéns e estoques, as vantagens dessa ferramenta são muitas. A redução dos custos, por exemplo, é um deles, já que não é necessário utilizar a estrutura física de softwares e hardwares, necessitando de um investimento muito menor.

A velocidade também é outra vantagem, já que tudo é muito mais simples e fácil de ser acessado de qualquer lugar e em qualquer momento. A segurança é outro ponto forte, especialmente com o backup de dados e informações de forma automática, que vai proteger seu negócio de fraudes ou eventuais problemas que possam surgir.

Big Data

A quantidade de informações é cada vez maior e a facilidade para encontrá-las também cresce bastante. Afinal, os usuários divulgam seus dados a todo momento e, por isso, nem sempre é possível captá-los de maneira eficiente. Por isso, o conceito de Big Data se torna mais e mais importante para o sucesso de algumas empresas na Indústria 4.0.

Conseguir filtrar essas informações e transformá-las em ações, estratégias ou campanhas realmente úteis para o usuário é um diferencial. Sem isso, você está apenas desperdiçando seu tempo ao juntar dados que pouco vão agregar ao negócio. Essa é, portanto, a melhor forma de compreender os desejos e o perfil dos consumidores.

Com uma análise aprofundada dessas informações, você potencializa as chances de sucesso das suas ações e estratégias. Afinal, você vai ter o embasamento do que o consumidor espera para conseguir oferecer um serviço melhor ou produtos que mais lhe agradam, por exemplo.

Consequentemente, a produtividade do seu negócio tende a aumentar, com um uso mais inteligente dessas informações. Ao transformar esses dados em aplicações práticas, você torna o negócio mais eficiente e produtivo, captando e filtrando o que mais de importante está disponível no mundo digital para o desenvolvimento da sua empresa.

Internet das Coisas

Televisões, smartphones, computadores, caixas de som, enfim, cada vez mais coisas ao nosso redor estão conectadas, ou seja, proporcionando uma interação maior entre os mais variados dispositivos. Querendo ou não, a Internet das Coisas (IoT) já faz parte da nossa rotina e é preciso que seu negócio esteja adaptado o suficiente para atender a essas demandas.

Investir nessa prática, portanto, é fundamental para o funcionamento de fábricas e estoques inteligentes. Digitalizando esses processos, a tendência é um aumento da produtividade e rendimento de cada um dos processos. Afinal, com tudo conectado, a tendência é que todas as ações se tornem mais precisas e eficientes, evitando erros e desperdícios.

Com os equipamentos conectados, é muito mais simples realizar a ligação entre os diferentes serviços que envolvem uma fábrica. Os setores de logística, fornecedores, suprimentos, enfim, com tudo conectado, os processos tendem a ser muito mais rápidos e eficientes.

Além disso, com o conceito da Internet das Coisas, a ideia é que todos os dispositivos presentes na planta da fábrica consigam gerar informações e transmiti-las por meio do conceito de Computação na Nuvem, como abordamos anteriormente. Dessa forma, as ferramentas não vão apenas produzir os dados, mas também vão conseguir realizar uma análise detalhada sobre eles.

Conectados via nuvem, os sistemas passam a interagir entre eles, trocando informações e fornecendo dados cada vez mais detalhados para serem utilizados. Portanto, o processo produtivo clássico, que segue um mesmo caminho por todo o percurso, acaba ficando para trás.

É possível ter, em tempo real, um contato direto com a linha de produção. Assim, se torna viável uma análise da qualidade do produto ainda dentro do processo de fabricação. Ou seja, maior eficiência de toda a produção daquela planta. As máquinas passam a tomar decisões baseadas na relação entre elas, não exigindo a presença de um operador em todo o processo, por exemplo.

Os benefícios são inúmeros, começando pela redução do número de operações e, consequentemente, do custo de todo o processo. A performance de todos os seus ativos tende a ser melhor, a produção deve crescer e, mais importante, você vai conseguir transformar dados e informações em inteligência para o seu negócio.

Quais estratégias adotar para superar os desafios da Indústria 4.0?

Além de saber quais são as principais ferramentas a serem adotadas dentro da sua empresa, é importante colocar algumas estratégias em prática para garantir que o trabalho seja, de fato, eficiente. Confira quais são elas e as principais razões para que você se dê a devida atenção aos seguintes pontos.

Foco na experiência do consumidor

Uma necessidade dentro dessa era é pensar na experiência que o consumidor vai ter com a sua marca. Portanto, para garantir que ferramentas, conceitos e soluções sejam, de fato, positivas para o negócio, é fundamental entender o comportamento de quem você quer que compre seus produtos e/ou serviços.

Estudar e analisar o perfil do consumidor é o primeiro passo para saber o que ele está procurando e como você pode atender a essa demanda. Afinal, de nada adianta ter todas as tecnologias à sua disposição se, na prática, você não sabe como utilizá-las de forma adequada para o que o usuário deseja.

Pense na cadeia logística

Levando o exemplo para um e-commerce, é importante pensar também em toda a cadeia de logística e produção. Analisar todo esse cenário vai permitir que você identifique o que precisa ser aprimorado e aquilo que está prejudicando o desempenho do seu negócio. Assim, é mais simples saber quais os passos a serem colocados em prática.

Monitoramento constante

Além disso, é preciso ficar constantemente de olho em todas as operações, seja na sua estratégia de Marketing Digital para divulgar o e-commerce, seja para aprimorar o trabalho de entrega dos produtos. Analisando regularmente cada uma dessas etapas, fica mais fácil verificar eventuais problemas e se antecipar com as soluções.

A 4ª Revolução Industrial chegou e é preciso que seu negócio esteja preparado para se adaptar aos novos cenários que vão surgindo e, é claro, ao novo comportamento dos consumidores. Fazendo uma gestão eficiente, a tendência é que sua empresa consiga se aproveitar dos benefícios desse período e potencialize os resultados mês a mês.

Com o planejamento adequado, é possível utilizar essas mudanças a seu favor, facilitando, por exemplo, o relacionamento dos consumidores com ferramentas de CRM e otimizando o processo de produção com sistemas integrados. Abraçar essas transformações é, portanto, vital para garantir o sucesso do seu negócio a longo prazo.

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