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Como colocar o seu site no Google: o guia definitivo de SEO e-commerce

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As primeiras posições da página de resultados do Google são consideradas verdadeiros tesouros: quem consegue ocupar esse disputado espaço recebe grande parte dos cliques para as pesquisas daquele termo — o que pode gerar um profundo impacto nas vendas e no faturamento de uma loja virtual. Porém, para chegar até o fim desse arco-íris, é preciso saber como fazer SEO e-commerce.

E as premissas dessa jornada vão muito além do que apenas colocar palavras-chave relacionadas aos seus produtos, é preciso haver uma otimização geral do seu site para atender aos requisitos impostos pelos mecanismos de busca.

Para ajudar você nisso, preparamos um guia completo com as principais ações que você deve empregar para saber como colocar o seu site no Google (e de preferência, no topo das páginas). Confira!

 

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O que é SEO

SEO é a sigla para Search Engine Optimization, ou traduzindo para o português, otimização para mecanismos de buscas. Trata-se do processo pelo qual se faz a adequação de um site para que ele seja encontrado mais facilmente em pesquisas e ocupe posições de destaque em sites como Google, Bing e Yahoo.

O principal nome desse segmento no Brasil e no mundo é a Google, uma das plataformas de buscas online mais utilizadas atualmente.

Saber como colocar o seu site no topo da página de resultados desse mecanismo, a SERP — Search Engine Results Page, é colocar a sua loja virtual diante de milhares (e, em alguns casos, até mesmo milhões) de consumidores.

Essa classificação é definida de acordo com parâmetros que compõem o algoritmo utilizado pela Google. Por meio de sistemas automatizados, os chamados robôs dos motores de busca, o mecanismo avalia constantemente quais são as melhores correspondências para cada pesquisa, buscando atender da melhor maneira possível às demandas dos usuários.

Para isso, são levados em consideração fatores como a qualidade do conteúdo, a correspondência de palavras-chave, o tempo de carregamento da página, a experiência proporcionada, etc. Assim, dominar o SEO e-commerce significa entender como cada um desses componentes influencia o processo de ranqueamento e saber a melhor forma de otimizar o seu site para atendê-los.

Quais são as vantagens dessa estratégia para o e-commerce

Existem diversas formas de atrair consumidores para sua loja virtual, desde campanhas em mídias pagas até por meio de plataformas de cashback, mas seja qual for o canal utilizado, uma coisa é certa: sem pessoas acessando a página do seu e-commerce, as vendas não vão ocorrer.

O grande problema de depender de uma única fonte de captação é que ela pode não funcionar sempre, além dos custos que estão implicados na sua manutenção. Enquanto estratégias como os anúncios no Google Ads (antigo Google AdWords) são uma excelente maneira de conquistar novos clientes e realizar conversões, investir em alternativas menos dispendiosas é uma ótima forma de diversificar esses canais.

Para isso, é preciso dedicar tempo na construção de um SEO de qualidade em seu site. Por meio dessa tática, é possível:

1. Conquistar tráfego orgânico

Fazer a otimização para mecanismos de buscas é uma excelente forma de trazer tráfego orgânico, ou seja, aquele que chega ao seu site voluntariamente por meio da página de resultados da ferramenta de pesquisa e não por meio de anúncios pagos.

Embora a última seja uma estratégia importantíssima para o e-commerce, conquistar visitas organicamente é uma tática bastante sustentável a longo prazo. Porém, essa é justamente a questão: pode demorar alguns meses para começar a aparecer os primeiros resultados.

Portanto, adotar uma estratégia SEO não significa abandonar os investimentos em mídias pagas, mas pode representar uma maneira de atrair novos consumidores por um custo muito menor. Se bem feita, pode-se tornar um importante pilar no faturamento do seu empreendimento.

2. Atrair público qualificado para seu e-commerce

Quando as pessoas pesquisam algo na internet, elas normalmente estão mais interessadas nesse assunto do que se fossem interrompidas por um anúncio durante uma navegação normal.

Em qual das duas situações você acha que o usuário está mais próximo de adquirir uma máquina de lavar: alguém que estava rolando o feed de notícias do Facebook e viu uma propaganda sobre uma oferta de eletrodomésticos ou quem faz a pesquisa “ofertas máquina de lavar brastemp 11 kg com ciclo tira manchas”?

Não é possível dizer com certeza, embora a resposta mais provável seja a segunda, porém, uma coisa é certa: o consumidor que fez a pesquisa demonstra um interesse claro por esse tipo de produto e, portanto, tem mais chances de estar em um estágio mais avançado da jornada de compra.

Construir uma estratégia SEO é multiplicar o segundo tipo de situação várias vezes. Isso não significa que todas essas pessoas se tornarão suas clientes, mas as chances de pelo menos parte delas fazer uma aquisição é bem grande.

3. Estabelecer-se como autoridade no mercado

É comum associar as primeiras posições da página de resultados do Google e de outras plataformas com autoridade. A maioria dos usuários pensa que elas não ocupariam esse espaço caso não fossem confiáveis e, dessa forma, costumam dar mais crédito a esses sites.

Assim, essa é uma maneira de se estabelecer como uma autoridade no mercado com custos geralmente muito menores do que outras estratégias, como fazer uma propaganda na televisão durante um horário de prestígio, por exemplo.

Ao pesquisar por determinado item e encontrar a sua loja virtual no topo da página, são maiores as chances de seu site receber um clique do que se você não estivesse bem posicionado. É uma maneira de conquistar a confiança das pessoas mesmo que elas nunca tenham ouvido falar da sua marca.

É claro que, para isso, é preciso que seu e-commerce esteja configurado para transmitir uma imagem de segurança e profissionalismo, uma vez que, mesmo com o aumento anual do número de transações do comércio eletrônico, ainda existem muitos consumidores que têm receio de realizar compras online.

Passo a passo de como fazer SEO e-commerce: dicas essenciais

Investir em SEO e-commerce deixou de ser um diferencial e hoje é uma necessidade de sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo. Para começar a aplicar essa estratégia na prática, são precisos alguns passos básicos. Confira:

1. Identifique e entenda sua persona

A persona é um perfil semificcional que reúne as características e comportamentos do seu cliente ideal. Essa é uma etapa fundamental não só para a aplicação de qualquer ação de marketing dentro de uma empresa mas para o entendimento de quem é o seu consumidor, afetando uma série de decisões que vão da escolha do design do seu site até a precificação final dos seus produtos.

Dessa forma, uma profunda compreensão do seu público-alvo é essencial para diferentes áreas da operação de uma loja virtual, também sendo componente importante para uma boa estratégia SEO.

Para a definição da persona, é preciso realizar pesquisas com seus clientes atuais e levar em consideração tendências de mercado para, ao final, responder às seguintes perguntas principais:

  • Nome fictício
  • Gênero
  • Idade
  • Cargo/ocupação
  • Escolaridade
  • Vida pessoal e hobbies (como se tem filhos ou não, animais de estimação, o que faz nas horas vagas, etc.)
  • Principais canais de comunicação utilizados
  • Desejos e sonhos
  • Problemas e desafios
  • Como o produto ou serviço pode solucionar seus desejos ou problemas

Com essas informações, é possível ter uma melhor compreensão de quem é o seu consumidor e o que ele espera da sua loja virtual. Quando alguém faz uma pesquisa online, na verdade, está buscando a resposta para um problema. Saber antecipadamente quais são essas questões é uma forma de responder adequadamente aos anseios da sua persona e influenciar no seu processo de decisão.

2. Faça pesquisas de palavras-chaves do seu nicho

Um dos principais componentes de qualquer estratégia SEO é a pesquisa de palavras-chave. São elas os termos utilizados durante a pesquisa nos motores de busca que definirão o ranqueamento dos sites nas páginas de resultados.

Por isso, é preciso identificar quais são os temas mais pesquisados em seu nicho e quais são aqueles que oferecem maior oportunidade de ranqueamento. Existem diversas ferramentas que podem ajudar a identificar quais são esses termos que deverão ser usados no conteúdo do seu site, gratuitas e pagas.

Veja as principais:

Função autocomplete da barra de buscas do Google

Um jeito simples de encontrar palavras-chave é usando a função do Google de autocompletar os termos pesquisados. Nela, são exibidos os itens mais pesquisados que contêm esse termo.

Para isso, basta digitar palavras características da sua área de atuação, como tipos de produtos e nomes técnicos, e ver quais são as sugestões oferecidas pela plataforma.

Por exemplo, para uma loja de sapatos, pode-se digitar um modelo e ver quais são as frases sugeridas.

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Para conseguir termos mais específicos, você pode especificar ainda mais a pesquisa. Por exemplo, se no seu catálogo estão presentes sandálias masculinas, você pode buscar esse verbete para obter palavras-chave mais exclusivas e assim por diante.

Um dos recursos mais populares de pesquisa de palavras-chave, o Keyword Planner é uma ferramenta gratuita do Google para quem possui conta no Google Ads.

Nele, é possível encontrar ideias para novos termos a serem usados em sua estratégia SEO e também verificar o volume de buscas para essas expressões e qual é a concorrência de cada uma delas — ou seja, quão difícil é conquistar posições de destaque em ranqueamento.

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Assim, são disponibilizadas duas opções: “encontrar palavras-chave” para achar novas ideias de expressões, e “ver volume de pesquisas e previsões”, que exibe estatísticas de buscas e concorrência.

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Ubersuggest

Administrado pelo Neil Patel, um dos gurus do Marketing Digital, o Ubersuggest é uma excelente opção para a pesquisa de palavras-chave de cauda longa (long tail), que são termos mais específicos e que têm menos concorrência de ranqueamento.

Nele, é possível encontrar novas ideias de expressões a serem usadas, além de verificar qual é o volume de buscas mensais para esse termo, de acordo com o país e idioma de pesquisa.

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Keywordtool.io

O princípio do Keywordtool.io é o mesmo do Ubersuggest: encontrar variações possíveis para uma palavra-chave. A diferença é que essa função é gratuita, mas para conhecer os volumes mensais de busca é preciso adquirir a versão paga.

Ele também oferece a opção de filtro por país e idioma, além de oferecer a possibilidade de verificar as tendências em diferentes plataformas além do Google, como o YouTube e o Bing.

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SEMrush

Uma das opções mais completas, porém que tem um alto valor de mensalidade. O SEMrush apresenta uma série de opções que vão muito além das pesquisas de palavra-chave, como o acompanhamento detalhado do desempenho do site em buscas orgânicas e muito mais.

Ele oferece uma opção gratuita para testes para avaliação de suas funções.

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3. Use palavras-chave de cauda longa

Existem basicamente duas classificações de palavras-chave em uma estratégia SEO: as head tail e as long tail.

As de primeiro tipo correspondem a termos gerais que apresentam grande volume de pesquisas e que, por conta disso, oferecem maior dificuldade de ranqueamento. Elas podem ser de diferentes graus, mas sempre mantendo essas duas características: muitas buscas e alta concorrência.

É o exemplo da palavra “celular” ou mesmo a expressão “celulares baratos”. Caso você verifique os dados delas no Keyword Planner, encontrará as seguintes informações:

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Assim, é muito difícil conseguir boas posições de ranqueamento para essas opções. E é aí que entram as palavras-chave long tail, ou cauda longa, em português. São termos mais específicos e que apresentam uma menor média de buscas mensais, porém, que contam com um benefício: normalmente apresentam uma concorrência menor.

Além de ser mais fácil de conseguir colocar seu site na primeira página de resultados relacionados a esses termos, eles normalmente são pesquisados por pessoas que estão em estágios mais avançados da jornada de compra, ou seja, mais próximos de adquirir um produto.

Seguindo a linha do exemplo anterior, uma ideia de palavra cauda longa seria “qual celular é bom e barato com android”. Perceba que uma pessoa que faz essa busca tem muito mais chances de querer comprar um smartphone do que alguém que só pesquisou “celular”.

Veja a comparação:

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Pode ser mais difícil utilizar naturalmente em seu site os termos long tail, mas é importante fazer esse exercício para aumentar suas chances de ocupar posições melhores na SERP. Aqui, vale a sabedoria popular “quem não é visto, não é lembrado”. No caso do SEO e-commerce, é possível uma adaptação: quem não é visto, não é encontrado.

Além disso, mais empresas têm se preocupado com a otimização para motores de busca, o que tem aumentado a concorrência até mesmo em termos pouco pesquisados. É o caso da expressão “celular novo bom e barato”. Embora seja muito mais específica do que “celulares baratos” e apresente a mesma média de pesquisas da palavra cauda longa do exemplo anterior, o grau de competição é considerado alto.

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Para vencer essa batalha, a melhor estratégia é investir em conteúdo rico, original e de qualidade, o que abordaremos melhor nas dicas a seguir.

4. Configure suas páginas para SEO

De nada adianta encontrar as melhores palavras-chave para seu setor e seus produtos e não inseri-las de maneira adequado na sua loja virtual. Na verdade, todo o layout de seu e-commerce deve ser configurado para proporcionar a melhor otimização possível para os motores de buscas — e isso vai muito além de somente usar os termos mais procurados.

Inclua o SEO na fase de planejamento

O ideal é que haja uma preocupação com o SEO do site desde as fases de planejamento, mesmo antes da loja ir ao ar. Isso porque os algoritmos do Google levam em consideração uma série de fatores para definir o ranqueamento, incluindo dimensões como a velocidade de carregamento de uma página, a confiabilidade do site e o quão ele é adaptado para dispositivos móveis.

Na estrutura do portal, é importante ter atenção, sobretudo, aos seguintes pontos:

Título das páginas

É de suma importância que a palavra-chave conste no título da página. Para isso, é preciso que ela esteja presente na tagdo código de HTML. Além disso, é importante que ela não exceda 63 caracteres, que é o máximo que o Google exibe em sua página de resultados.

Heading tags

Outro fator de ranqueamento é a presença dos termos-chave nas chamadas heading tags do código-fonte do site, expressas hierarquicamente em h1, h2, h3, etc

A mais importante dessas é a h1, correspondente ao título principal da página. Porém, sempre que possível, é importante inserir também as palavras-chave de forma natural nas outras tags.

Meta description

Esse é o texto exibido em cada site quando ele aparece na página de resultados. Junto ao título, esse é um dos principais fatores que vão fazer com que a pessoa decida clicar ou não naquela opção. Por exemplo, se você pesquisar pelo nome do nosso blog “E-commerce Master” encontrará uma breve descrição:

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O número de caracteres exibidos nessa seção pode variar de acordo com as regras definidas pelo Google, por isso é importante sempre ficar atento a mudanças. O ideal é que seja o mais curto e direto possível, contendo por volta de 130 caracteres. Lembre-se de colocar as informações mais importantes e estimular o clique pelo usuário.

Configure URLs amigáveis

As URLs também são componentes importantes para as classificações de ranqueamento do Google. Por isso, é fundamental seguir algumas práticas:

  • use a palavra-chave exata da página nesse espaço;
  • evite o uso de elementos que podem exigir a mudança de endereço, como números e datas, a não ser que seja desejável;
  • seja direto e evite pronomes e artigos (a não ser que estejam presentes na palavra-chave). Prefira “bota-marrom-cano-alto-arezzo” à “uma-bota-marrom-de-cano-alto-da-marca-arezzo”, por exemplo.
  • não use numerações complicadas e caracteres especiais, como “produto-id-0%64103-x23g-sas-84”.

Use breadcrumbs

Breadcrumbs, que poderia ser traduzido para “migalhas de pão”, têm o mesmo princípio do uso no conto infantil de João e Maria: registrar o caminho percorrido. Eles demonstram as páginas que foram acessadas até chegar no local atual ou então as categorias e subcategorias em que uma página específica está inserida.

Além de ajudarem os usuários a visualizarem em que parte do site se encontram naquele momento, essa trilha pode ser exibida nos resultados do Google, além de ajudar o buscador a entender como seu portal é estruturado, contribuindo positivamente para o ranqueamento para termos específicos.

Em uma loja virtual de itens para a casa, os breadcrumbs até uma categoria específica poderiam ser:

– Eletrodomésticos > Cozinha > Geladeiras > Consul > Frost Free

Veja um exemplo de como os breadcrumbs podem aparecer na SERP:

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5. Invista em descrições completas de produtos

Diferentemente de como as compras acontecem em lojas físicas, em que os consumidores podem analisar os produtos de perto, testá-los e fazer perguntas aos vendedores, no comércio eletrônico tudo o que se tem acesso são as fotos e a descrição do item.

Essas informações, além de fundamentais para o processo decisório do consumidor, também têm grande impacto no SEO e-commerce. São elas que fornecerão indicações aos motores de busca sobre o que se trata aquela página e se ela é a solução adequada para o que o usuário está pesquisando.

Por isso, é fundamental investir tempo em uma descrição detalhada e completa sobre os produtos vendidos, seguindo as seguintes dicas:

5.1. Escreva para sua persona e não para robôs

O foco final de qualquer estratégia SEO deve ser o usuário final. Os algoritmos dos motores de busca estão cada vez mais inteligentes e levando em consideração o quão aquele conteúdo de fato corresponde às necessidades de quem está fazendo a pesquisa.

Além do mais, não existe uma página isolada voltada para os robôs e outra que será acessada pelo consumidor na hora da compra. Por isso, não adianta construir um conteúdo lotado de palavras-chave e artifícios para conquistar um bom ranqueamento se quem mais importa, o comprador, não será informado sobre as funções do produto e se é o que ele está buscando.

Por isso, escreva a descrição pensando em suas personas e somente depois otimize-a para os mecanismos de pesquisa.

5.2. Compreenda profundamente o produto e suas funções

Um dos piores erros que você pode fazer no SEO e-commerce é utilizar a descrição enviada pelo fabricante da mercadoria, pelos seguintes motivos:

  • uma série de outros sites provavelmente também a usará, o que se configura como conteúdo duplicado. Nesses casos, o Google penaliza o seu ranqueamento e até mesmo a qualidade do seu domínio, prejudicando não só essa página mas todas do site;
  • as informações enviadas pelos fabricantes são normalmente extremamente técnicas, não destacando os pontos principais que podem chamar a atenção do consumidor e contribuir para sua decisão de compra;
  • com a grande competição existente no comércio eletrônico, sua loja precisa pensar em maneiras de se diferenciar e uma descrição completa, atraente e que responda às dúvidas do comprador pode ser uma maneira de se conquistar um diferencial;
  • a logística reversa é um dos grandes problemas do e-commerce, consumindo tempo e recursos na devolução e troca de produtos. Muitas vezes esse pedido pode ser originado na diferença entre as expectativas estabelecidas pelo cliente e a realidade. Fornecer informações detalhadas é uma forma de se certificar que o consumidor saiba exatamente o que está comprando.

Para evitar isso, é essencial conhecer profundamente a mercadoria ou serviço comercializado e as principais questões levantadas pelos compradores daquele produto para produzir uma descrição completa que atenda aos requisitos necessários.

5.3. Seja informativo

Como já foi dito, o foco principal deve ser o consumidor e, por isso, o conteúdo da sua página de produto deve ser extremamente informativo. É importante se lembrar de que as pessoas esperam respostas rápidas quando estão pesquisando na internet, por isso, ser informativo não é o mesmo que redundante: destaque as funcionalidades principais e outros pontos interessantes primeiro e somente depois outros dados menos relevantes, que a pessoa pode acessar se realmente estiver interessada.

Outro erro muito comum, nesse sentido, é adotar um tom essencialmente comercial nesse texto. Embora o conteúdo precise contribuir para o convencimento do cliente, as boas práticas de SEO para descrição de produtos estão relacionadas à resolução de dúvidas e questionamentos do usuário. Dificilmente, você conseguirá isso se só dizer que esse item é o “melhor”, “mais incrível” e “mais vantajoso”.

Por isso, uma boa descrição deve conter as informações técnicas, como material de fabricação e outras especificações, as principais funções e os benefícios dessa opção, além de outros dados que julgar importante. E, claro, ser original: conteúdo duplicado penaliza o seu ranqueamento e descredibiliza a sua loja virtual.

Por último, lembre-se de estruturar o conteúdo de uma forma escaneável: o que é bom tanto para o usuário quanto para os motores de busca. Utilize headings e subheadings e outros recursos como bullet-points para dividir as informações em seções e torná-las mais fáceis de serem lidas e encontradas.

5.4. Use palavras-chave

Uma das bases para colocar o seu site no Google é utilizar as palavras-chave certas. No e-commerce, a página de produtos é um dos lugares mais importantes onde elas devem aparecer, uma vez que é o destino para qual você deseja direcionar o tráfego orgânico.

Além das recomendações anteriores, para obter bons resultados é preciso:

5.4.1. Evitar o Keyword stuffing

Trata-se de usar excessivamente e de forma pouco natural a palavra-chave no conteúdo. Fazer isso não só não vai melhorar o seu ranqueamento, como pode ter o efeito contrário, além de prejudicar a experiência do cliente.

Em alguns casos, essa prática pode causar a penalidade da sua página na SERP, considerando o conteúdo como SPAM e prejudicando não só essa única entrada mas a autoridade do domínio como um todo. Por isso, use esses termos de forma natural e com moderação.

5.4.2. Usar sinônimos

Embora não existam evidências comprovadas de que isso impacta positivamente o SEO do site, diversos especialistas recomendam o uso de termos semanticamente parecidos com as palavras-chave da página em questão.

Além de ajudar a evitar o keyword stuffing, essa prática pode ajudar os robôs dos motores de busca a entender melhor sobre o que se trata o seu conteúdo, melhorando sua posição no ranking de resultados.

5.4.3. Colocar as palavras-chave nos lugares certos

Além do seu uso de maneira natural e moderada ao longo da descrição, é preciso colocá-la:

  • na URL;
  • no título, nas headings e subheadings, etc.
  • no atributo alt tag das imagens.

6. Otimize as imagens do seu site

Um erro muito comum no SEO e-commerce é se preocupar com a otimização dos textos e se esquecer de que as imagens do site também têm um importante papel no ranqueamento.

Além disso, elas também estão presentes no processo de decisão de compra. Como nas transações online o consumidor não tem como analisar o produto de perto, as fotografias do item são o mais próximo que ele terá de avaliar a mercadoria antes de recebê-la em mãos.

Por isso, para otimizar os conteúdos visuais da sua loja virtual para os motores de busca sem se esquecer da experiência do usuário, é importante seguir as seguintes dicas:

6.1. Nomeie e descreva suas imagens

Esse passo é motivado por duas importantes razões:

  • os motores de busca não conseguem compreender imagens e sim o texto atribuído a elas;
  • é uma boa prática otimizar o seu site para deficientes visuais que, de outra forma, não têm como saber o que está sendo exibido.

Por isso, é preciso ter o cuidado de nomear e descrever as imagens de seu e-commerce detalhadamente, utilizando uma linguagem simples e descritiva, sobretudo, em três momentos:

No título da imagem

Normalmente, as fotografias autorais têm nomes ininteligíveis, como DDC234.jpg e aquelas produzidas por terceiros costumam adotar descrições que podem não ter a ver com a intenção do seu produto, como “business guy wearing a watch in a sunny day.jpg”.

Dessa forma, a otimização deve ocorrer já no título da imagem. Descreva-a de forma objetiva e informativa, evitando generalizações e, se fizer sentido, utilizando a palavra-chave.

Por exemplo, em uma loja virtual de chocolates, seria um equívoco nomear o arquivo apenas com esse nome e um número, por exemplo “chocolate 1.jpg”. O ideal é fornecer algumas informações que o diferenciem dos demais produtos, como: “chocolate-belga-meio-amargo-240g.jpg”.

No atributo alt text

A tag alt text corresponde ao texto que será exibido caso a imagem não consiga ser carregada e é uma das principais maneiras como os mecanismos de busca identificam o conteúdo desse elemento.

Também é esse o atributo normalmente utilizado pelas ferramentas de leitura para deficientes visuais, sendo um importante componente para a acessibilidade da sua loja virtual.

Por isso, é interessante seguir as mesmas práticas do título de imagem, adotando uma linguagem simples, descritiva e objetiva, que designe especificamente o componente visual. Além disso, sempre que possível, é recomendado usar a palavra-chave nesse espaço, mas tome cuidado para que não afete a clareza do atributo, podendo penalizar o seu ranqueamento. Exemplo: “celular-lg-k10-promoção-comprar-celular-barato-android-melhor-loja-de-celulares”.

Nos dois casos, é uma boa prática colocar as palavras entre hifens.

6.2. Encontre o equilíbrio entre tamanho e qualidade

Um fator crucial para o ranqueamento de uma página, ainda mais importante com a popularização dos dispositivos móveis, é o tempo de carregamento dos elementos. Para se ter uma ideia dessa importância, veja os seguintes dados:

  • A Amazon chegou à conclusão de que o atraso de apenas um segundo no carregamento de suas páginas corresponderia a uma perda de U$1,6 bilhão por ano (Fast Company).
  • Meio segundo de diferença no carregamento de uma página pode representar uma queda de 10% nas vendas de uma loja online de varejo (Dynatrace).
  • A loja americana Nordstrom sofreu uma diminuição de 11% das suas vendas online devido a um aumento de carregamento em seu site de apenas meio segundo (BBC).

Essas estatísticas mostram a importância de se pensar em maneiras de otimizar o desempenho virtual das lojas online. Nesse sentido, as imagens têm um importante papel, uma vez que elas são responsáveis boa parte do tempo de carregamento de uma página na web.

No e-commerce, essa tendência é ainda mais verdadeira, uma vez que os elementos visuais são parte fundamental do processo de decisão de compra. Assim, o principal objetivo deve ser encontrar um equilíbrio entre qualidade e desempenho.

O segredo é conseguir reduzir ao máximo o tamanho das imagens garantindo que elas ainda são atrativas e têm a qualidade suficiente para que os consumidores possam avaliar adequadamente o conteúdo. Essa otimização passa necessariamente pela escolha do formato utilizado, sendo os principais:

JPEG (.jpg)

Um dos formatos mais populares na web e bastante recomendados para o e-commerce, uma vez que nesse setor predominam fotografias de produtos. Mantém um bom equilíbrio entre compressão de tamanho e manutenção da qualidade final e preservação de detalhes.

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GIF (.gif)

As imagens nessa extensão costumam ter um tamanho menor, sendo mais leves, mas, para isso, parte considerável da qualidade da imagem é sacrificada. Por conta disso ela é pouco usada, e, caso seja, deve ser utilizada preferencialmente em elementos com poucos detalhes, como ícones, por exemplo. A sua vantagem está no uso em animações gráficas, sendo um dos principais formatos de imagem utilizados para isso.

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PNG (.png)

Esse formato consegue conservar bastante a qualidade original e não a perde em salvamentos sucessivos, como acontece no JPEG. Outra diferença é que, diferentemente deste último, é possível preservar transparências nas extensões do tipo .png, o que as tornam ideais para elementos gráficos que precisam desse tipo de funcionalidade e que apresentam diferenças em detalhes e cores.

A principal desvantagem, no entanto, está no seu tamanho final, maior do que as do tipo .jpg. Existe nas opções PNG-8 e PNG-24, porém a segunda, que mais se assemelha à qualidade conseguida em uma de JPEG, pode ter o dobro e até o triplo do tamanho.

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Assim, não existe resposta certa. Cada um desses formatos pode ser indicado para cada situação, embora as do tipo JPEG e PNG sejam as mais utilizadas devido às razões anteriormente citadas. Porém, seja qual for a opção escolhida, o importante é sempre tentar manter o equilíbrio entre a qualidade e usabilidade.

6.3. Otimize as thumbnails e elementos decorativos

É comum o uso de thumbnails (miniaturas de imagem que oferecem uma prévia de outro conteúdo) no e-commerce. Esse recurso é bastante utilizado na recomendação de produtos parecidos, como no caso do exemplo abaixo do site da Amazon.

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Embora bastante úteis para aumentar o ticket médio de uma compra e intensificar as conversões, elas devem ser projetadas de modo a não contribuir negativamente para o carregamento da página. Como elas são exibidas em dimensões muito pequenas, o ideal é salvá-las no menor tamanho possível, para que não afetem o desempenho da página.

Além disso, é importante modificar os atributos alt text das miniaturas, para que não sejam os mesmos das imagens em tamanho maior da página de produto. A última coisa que você quer é que um ícone de baixa qualidade indexe no Google no lugar da fotografia em HD do seu item — que também é uma maneira de atrair acessos para seu e-commerce.

Outra importante otimização que deve ser feita é nos elementos decorativos do site, como backgrounds, etc. Sempre que possível, opte por conferir cores às páginas por meio de códigos de HTML, ao invés de por imagens, e usar esses recursos de decoração sempre pensando na usabilidade final proporcionada ao usuário.

7. Adapte sua loja para dispositivos móveis (mobile friendly)

Além do tempo de carregamento de página, outro fator que passou a impactar diretamente nos ranqueamentos nos motores de busca é o quão mobile friendly um site é: ou seja, se ele é adaptado ou não para dispositivos móveis.

Dentro disso, existem as seguintes possibilidades:

Site não adaptado

Ele só apresenta a correta visualização em sua versão completa, em computadores desktop e notebooks, por exemplo, não adequando nenhuma de suas funções para mobile. É quando você acessa uma página pelo seu celular e todos os ícones e textos se mantêm pequenos, dificultando a navegação.

Site responsivo

São aqueles adaptados para dispositivos móveis, em que uma versão diferente e simplificada da página da web é exibida no celular, com ícones e textos maiores, facilitando a navegação.

Assim, eles costumam se adequar às seguintes dimensões:

  • 1920px (telas modernas);
  • 1024px (monitores antigos);
  • 768px (tablets);
  • 480px e 320px (smartphones).

Site mobile

É nesse ponto que muitas pessoas se confundem. Diferentemente dos sites responsivos, os do tipo mobile não são adaptáveis para celulares e tablets, mas concebidos pensando justamente nessas plataformas. Assim, quando você acessa o endereço por meio de um desses dispositivos, você é redirecionado para um novo site, desenvolvido para esse tipo de visualização. São normalmente aqueles que apresenta um “m” de mobile na frente da URL normal.

Aplicativos

Uma outra possibilidade é o desenvolvimento de aplicativos exclusivos para a navegação móvel. Neles, é possível ter uma série de funções exclusivas em uma experiência totalmente otimizada para o usuário mobile. A grande dificuldade, porém, está em convencer o consumidor a baixar e utilizar o app, o que pode demandar investimentos em incentivos para isso, como promoções e descontos exclusivos.

Cada uma dessas opções apresenta vantagens e desvantagens que devem ser avaliadas na hora de escolher a melhor alternativa para o e-commerce. Seja qual for a escolhida, ela deve ser adaptada para o mobile. Por isso, se você não quer perder clientes e prejudicar a experiência do seu comprador, elimine a primeira opção.

Na edição de 2017 da Black Friday no Brasil, por exemplo, quase 30% das compras foram realizadas por meio de dispositivos móveis, o que demonstra uma tendência cada vez mais crescente. Por isso, quem não se adaptar à essa nova realidade não só vai ficar para trás em ranqueamento como perderá cada vez mais vendas.

8. Faça link building

Outro fator que atua positivamente no ranqueamento da sua loja virtual na página de resultados dos Google é o link building. Trata-se de construir linkagens internas dentro do seu site e receber referências de outros domínios direcionando para o seu.

Essa estratégia contribui para aumentar a reputação do seu e-commerce perante os mecanismos de buscas, que passam a encarar o seu domínio como mais confiável e com informações relevantes. Tudo isso impacta na posição que sua loja virtual ocupará na SERP.

Confira algumas dicas de como fazer isso na prática:

8.1. Estimule reviews

Um dos componentes que mais influenciam na autoridade de uma página ou domínio para os motores de busca é a quantidade de links que direcionam para esse destino. Isso mostra que esses conteúdos são relevantes e, por isso, outros usuários também estão falando deles.

Dessa forma, você deve estimular oportunidades de construir linkagens externas para seu site e uma excelente maneira de se fazer isso é por meio de reviews.

Na época dos influenciadores digitais, essa pode ser uma excelente maneira de conseguir direcionamentos para as páginas dos seus produtos. Faça parcerias com líderes de opinião do seu setor, pessoas que produzem conteúdo para um público-alvo que corresponde à persona do seu negócio. Algumas maneiras de se fazer isso é por meio de estratégias como o sampling marketing e a publicidade nativa.

Porém, nem só com celebridades e influencers que se é possível conseguir esses links. Estimular os seus clientes a deixar sua opinião sobre os seus produtos e serviços é uma maneira de fazer com que eles produzam conteúdo valioso não só para o SEO e-commerce mas também para atuar positivamente na decisão de compra de novos consumidores.

8.2. Faça sugestões de produtos semelhantes

Além de ter um importante papel na jornada de compra, os sistemas de recomendação também são uma excelente oportunidade de construir linkagens internas (entre as páginas do seu próprio site).

Por meio de táticas como a de upsell e cross sell, é possível não só aumentar suas chances de conversão e o valor do seu ticket médio, como potencializar o tempo que o consumidor passa em sua loja virtual, o que também conta positivamente para fins de SEO do site.

Um exemplo são as sugestões de produtos semelhantes oferecidos pela Amazon, a partir de dados de pesquisa e compras anteriores.

sistema-de-recomendacao-amazon-itens-visualizados

Também é interessante criar redirecionamentos para as categorias principais do seu e-commerce e utilizar o recurso de breadcrumbs.

8.3. Crie conteúdo

A criação de conteúdo sobre o seu setor e os seus produtos ou serviços, além de uma excelente estratégia de marketing, também é uma ótima forma de construir links internos em seu site. Essa ação pode acontecer, dessa forma, em duas vias:

  • nas páginas de produtos, colocar links para artigos relacionados;
  • nas postagens do seu blog, fazer links para itens específicos da sua loja virtual.

São simples iniciativas que podem trazer um impacto significativo para o SEO e-commerce. Porém, é importante sempre se lembrar de manter o foco no consumidor e não nos robôs dos motores de busca. Por isso, é de suma importância fazer o link building de uma maneira lógica e que faça sentido para a experiência do usuário.

5 Erros para evitar na sua estratégia SEO

Até aqui você viu quais são as melhores práticas para colocar sua loja virtual nas primeiras posições do Google. Agora, a partir disso, confira no infográfico abaixo quais são os erros mais comuns cometidos na hora de aplicar essa estratégia na prática para que você possa evitá-los.

Conheça os erros de SEO mais comuns e saiba agora como evitá-los-01 Conheça os erros de SEO mais comuns e saiba agora como evitá-los-02 Conheça os erros de SEO mais comuns e saiba agora como evitá-los-03 Conheça os erros de SEO mais comuns e saiba agora como evitá-los-04 Conheça os erros de SEO mais comuns e saiba agora como evitá-los-05 Conheça os erros de SEO mais comuns e saiba agora como evitá-los-07

A partir das informações deste guia, será possível criar uma estratégia de SEO e-commerce capaz de gerar grandes resultados para sua loja virtual.

*Artigo originalmente publicado em julho de 2018 e atualizado em janeiro de 2019.

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