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O guia completo de como acabar de vez com o estoque parado

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O bom funcionamento de qualquer e-commerce depende diretamente de uma boa estruturação da logística do empreendimento. Não é à toa que essa é considerada uma das maiores dificuldades de gestão no comércio eletrônico. Por isso, problemas como o estoque parado podem afetar toda essa dinâmica e tornar esse desafio ainda mais complexo.

Saber como agir nesses casos, estabelecer medidas preventivas e ter estruturada uma boa gestão da área são alguns dos fatores fundamentais para evitar que essa situação traga prejuízos para a loja virtual.

Se você quer saber como montar uma estratégia efetiva para reverter esse cenário e evitar que ele se repita no futuro, continue a leitura!

 

Importância de uma boa gestão de estoque

Muitos lojistas focam excessivamente no processo de aquisição de novos clientes, esquecendo-se de que a manutenção das vendas depende de uma boa gestão de estoque. Nesse contexto, os dois opostos podem trazer consequências negativas para seu negócio: tanto o excesso de mercadorias quanto a ausência delas.

Uma das situações mais desagradáveis para o cliente — e que pode comprometer totalmente sua experiência de compra — é adquirir um produto para só depois descobrir que ele está em falta. Igualmente frustrante é ter o desejo de obter um item e ele demorar muito tempo para ser reposto no estoque da loja.

Do outro lado, o medo da indisponibilidade de mercadorias ao consumidor pode fazer com que o gestor invista excessivamente na compra de itens que podem ficar estagnados em seu armazém.

Por isso, saber gerenciar esse fluxo, antecipar as demandas dos clientes e se preparar bem para datas de pico e queda de vendas é essencial.

Um passo fundamental para isso é conhecer quais são os principais tipos de estoque e identificar as melhores opções para atender às necessidades do seu empreendimento. São eles:

Estoque compartilhado

Esse é o modelo comumente adotado por empresas que possuem ao mesmo tempo lojas física e virtual.

Em vez de destinar um espaço separado para cada um dessas modalidades de comércio, o local é compartilhado para o armazenamento de mercadorias das duas opções. Assim, cria-se a possibilidade de integração dos produtos vendidos, além de gerar economia de despesas.

Porém, para esse tipo de estoque funcionar, é essencial que haja uma boa integração das áreas, com atualizações de entradas e saídas de itens em tempo real. Esse cuidado é fundamental para não gerar situações negativas como a venda de itens que estão indisponíveis, seja pela ausência no galpão ou porque já foram adquiridos por outros consumidores.

Estoque terceirizado

Nesse tipo, há a terceirização de alguma das etapas da logística da organização. Algumas opções mais comuns são o cross docking e o dropshipping.

Na primeira, os itens só são encomendados após a requisição do pedido pelo cliente, promovendo uma redução das despesas com gestão e armazenamento de mercadorias. Já na segunda, todo o processo é realizado diretamente pelo fornecedor, que assume a operação de envio do produto após a finalização da compra na loja virtual.

Estoque descentralizado

O diferencial dessa alternativa é a disponibilização de diversos locais de estocagem, presentes em regiões diferentes.

O objetivo dessa descentralização é agilizar o processo ao direcionar as entregas a partir do centro mais próximo ao cliente. Assim, promove-se uma diminuição dos custos de entrega e do prazo de envio da mercadoria.

Estoque consignado

Nessa modalidade, existe um acordo entre lojista e fornecedor relacionado à compra de produtos de forma consignada. Assim, aqueles que não forem vendidos podem ser devolvidos, eliminando as chances de prejuízo para o e-commerce.

Para esse combinado funcionar é preciso definir as regras da consignação previamente para evitar problemas no futuro.

Uma vez definido qual o tipo será usado, é iniciado o processo de gestão, que inclui:

  • planejamento, definindo o que será comprado, em que quantidade e como funcionará o armazenamento;
  • gerenciamento da demanda, definindo o que é preciso para atender aos pedidos de acordo com o ritmo das vendas;
  • controle dos estoques, efetuando a compra dos itens que estão acabando mas têm boa saída e evitando a aquisição dos tipos de produtos que não estão sendo vendidos;
  • análise de resultados, gerando dados que serão importantes para os planejamentos futuros.

gestão de estoque

Principais problemas do estoque parado

Estoque parado muitas vezes é visto como um sinônimo de prejuízo. Isso porque essa mercadoria armazenada não está gerando nenhum retorno financeiro para a empresa naquele momento — pelo contrário, ela só está causando gastos para a organização.

Para se ter ideia da gravidade da situação, estima-se que R$9,6 bilhões sejam perdidos pelo varejo com itens que deixam de ser vendidos. Dessa quantidade, R$6,7 bilhões estão relacionados ao estoque de produtos de lojas virtuais, segundo levantamento da Neogrid.

Alguns dos principais problemas dessa situação são:

1. Menos capital de giro

O dinheiro investido na aquisição de produtos para serem armazenados só retornará à empresa após sua venda. Se eles estão parados, esse valor fica indisponível até haver o escoamento dessas mercadorias.

O resultado disso é menos capital de giro e menor disponibilidade de recursos para serem aplicados em outras áreas do empreendimento. Se as vendas em outras categorias também estiverem baixas, pode significar um fechamento negativo do balanço mensal. Caso a situação não mude, o prejuízo poderá levar até mesmo à falência do negócio.

2. Gastos com armazenamento

Ter estoque significa investir em armazenamento. E esse gasto não está somente associado às despesas com aluguel ou aquisição do espaço onde os itens são guardados. Entram nesse cálculo outras variáveis como pagamento de funcionários, compra de equipamentos para movimentação de carga, luz e água do local utilizado, etc.

Esses custos já estão previstos na gestão da logística no e-commerce. Porém, quando ocorre uma situação de estoque parado, essa previsão supera as expectativas, podendo, muitas vezes, despender valores adicionais para aquisição de um espaço maior e manutenção do armazenamento de mais itens do que o comportado.

3. Riscos de dano

Quando um produto está em estoque há sempre o risco de ele se danificado, seja por condições de armazenamento, seja pelo manuseio da mercadoria dentro do galpão.

A operação logística é projetada para minimizar esse tipo de ocorrência, porém, quanto mais tempo esses itens estão guardados, maiores as chances de acontecer alguma situação inesperada.

4. Desvalorização e validade

Todo objeto armazenado está sujeito a sofrer algum tipo de desvalorização. Ela pode se dar pela data de vencimento, caso a mercadoria seja perecível, ou então por sua obsolescência, devido ao passar o tempo.

Seja como for, manter um produto em estoque por um longo período é correr o risco de que ele perca o seu valor parcial e, em alguns casos, até mesmo total, gerando um grande prejuízo para a empresa.

Como calcular o giro de estoque

Um dos passos para constatar com precisão há quanto tempo sua mercadoria está parada e se é hora de tomar alguma decisão em relação a isso é calculando o giro do estoque. Com ele, será permitido gerenciar as saídas do seu negócio, prever necessidades futuras de abastecimento, analisar tendências e muito mais.

Para isso, existem duas formas de fazer esse cálculo: a partir da quantidade de produtos ou por meio do valor deles. Em cada uma dessas variações será empregada uma operação específica. Confira:

Calculando o giro de estoque pela quantidade

A primeira etapa é obter qual é a média de estoque existente. O resultado será obtido por meio da soma do número de produtos presentes no início do período analisado e quantos restaram ao final, dividida por 2. Veja:

Quantidade de produtos inicial + quantidade final / 2

Vamos supor que sua empresa venda celulares e, no início do período analisado, havia 500 aparelhos no estoque. Após passado um mês, essa quantidade caiu para 100. Dessa forma, o cálculo seria:

500 + 100 / 2 = 300

Essa é a média de produtos presentes no seu estoque nessas datas.

A partir desse dado será possível calcular o giro de estoque nessa temporada. Para isso, é necessário dividir o número de produtos vendidos pela média de estoque:

Número de produtos vendidos / Média de estoque

Segundo o nosso exemplo anterior, o cálculo ficaria da seguinte forma:

400/300 = 1,3

Isso significa que o estoque foi renovado 1,3 vezes durante o período do exemplo.

Calculando o giro de estoque pelo valor

Na maior parte dos casos, o galpão de armazenagem não é abastecido por um único tipo de produto, variando de acordo com o modelo, tamanho, etc. Por isso, para se obter uma análise geral do giro de estoque desse negócio, uma alternativa é realizar o cálculo por meio do valor, ao invés da quantidade de itens.

O processo é bastante semelhante ao caso anterior, sendo necessário primeiro obter o valor médio:

Valor do estoque inicial + Valor do estoque final / 2

Para exemplificar, usaremos os valores abaixo:

R$500.000,00 + R$100.000,00 / 2 = R$300.000,00

Depois disso, partimos para o cálculo do giro de estoque propriamente dito, utilizando a seguinte fórmula:

Valor dos produtos vendidos / Valor médio do estoque

Seguindo o nosso exemplo anterior:

R$400.000,00 / R$300.000,00 = 1,3

Assim, como no cálculo por quantidade de itens, o estoque foi renovado 1,3 vezes naquele mês.

Interpretando os resultados

Cada setor apresenta suas especificidades, por isso, as métricas podem variar de acordo com fatores como os produtos vendidos pelo e-commerce, o estágio em que a empresa se encontra, etc.

De modo geral, se o resultado do giro de estoque for menor do que 1, talvez seja necessário acender um sinal de alerta. Isso significa que durante o prazo observado houve produtos que não foram renovados. A partir disso, cabe ao gestor analisar se isso é algo esperado devido à natureza do negócio, à sazonalidade, ao tipo de mercadoria, etc.

Esses são só alguns tipos de cálculos que podem ser feitos para verificar o giro do estoque, havendo a possibilidade de serem adotadas outras metodologias e feitas outras operações.

Seja como for, caso a conclusão dessa investigação indique que há algum problema com seu estoque, chegou a hora de você tomar alguma iniciativa para reverter isso. Abaixo separamos algumas estratégias para contornar essa situação.

Como acabar com o estoque parado

Como já foi dito, estoque parado quase sempre é sinônimo de prejuízo. Para evitar que isso aconteça, é fundamental estar ciente da situação em que as mercadorias da empresa se encontram e tomar iniciativas preventivas antes que o tempo de armazenamento se torne prejudicial para o empreendimento.

Nesse sentido, é importante seguir alguns passos básicos:

1. Faça um diagnóstico

A partir de ações como o cálculo do giro de estoque, a análise do período de vendas e dos comportamentos de compra do consumidor, será possível identificar o prazo limite em que ela mercadoria deverá ficar estocada.

A partir desse diagnóstico e de uma gestão cuidadosa e sistêmica, pode-se avaliar com exatidão o momento de empreender iniciativas para mudar essa situação e quais ações devem ser tomadas.

Por exemplo, pode ser que as ofertas de determinado produto estejam sendo direcionadas para o público errado, que não tem interesse por aquele tipo de item. Nesse caso, não adianta aumentar a exposição daquela mercadoria sem mudar a segmentação dos anúncios.

Realizar essa etapa da maneira adequada é essencial para não desperdiçar recursos com estratégias pouco efetivas, aumentando o prejuízo causado pelo estoque parado.

2. Calcule o custo para a empresa

Antes de direcionar qualquer esforço para o escoamento de produtos estagnados é preciso calcular qual é o custo atual do armazenamento dessas peças. Isso porque a ansiedade causada por essa situação pode fazer com que o lojista queira se livrar dessas mercadorias a todo custo, agravando a despesa.

Dessa forma, é essencial que a despesa com as ações empregadas na liquidação desse estoque não seja superior ao valor da manutenção da estocagem. Para isso, devem ser levados em consideração os seguintes fatores:

Custo de pedido

Essa é a despesa associada ao pedido de reposição de mercadorias. Incluem gastos com frete, negociação do pedido e possíveis impostos e tributos, como nos casos de produtos importados de outros países.

Custo de capital

É um dos componentes mais importantes, uma vez que está relacionado ao valor investido na compra do produto e às variáveis financeiras (como inflação e deflação).

O preço das mercadorias poderá aumentar de acordo com o volume do pedido, a situação econômica do país e a cotação de moedas estrangeiras. Assim, essa oscilação poderá tornar vantajoso ou não manter aquele estoque parado.

Custo de armazenamento

Diversas despesas decorrem do armazenamento de itens não vendidos, como aluguel de espaço, energia, água, IPTU, pagamento de funcionários, manutenção de maquinário, etc.

Custo dos riscos de estoque

Para além dos custos previstos, há também aqueles causados por situações que podem desvalorizar a mercadoria devido ao período em que elas estão estocadas. Estão entre eles extravios, roubos, danos causados por manuseio, validade, obsolescência, etc.

Custo de falta

Essa variável pode ser um pouco mais difícil de ser calculada por se referir a gastos menos tangíveis associados aos custos da ausência daquela mercadoria. Podem incluir desde despesas extras como compra e envio com urgência de itens até a perda de um cliente e a queda de sua satisfação com a empresa.

3. Busque acordo com fornecedores

Em alguns casos é possível negociar a devolução ao fornecedor de mercadorias que estão estagnadas. Para isso, é essencial ter um bom relacionamento com essa parte, levando esse fato em consideração na hora da escolha dos provedores dos produtos da sua empresa.

A melhor forma de fazer isso é estabelecendo um acordo desde o início, como é o caso da compra consignada. Assim, garante-se menos prejuízo caso aqueles itens não sejam vendidos.

4. Coloque o produto em destaque

Pode parecer óbvio, mas às vezes o item pode não ser vendido por causa da maneira como ele está sendo apresentado. Como o consumidor não pode analisar o produto pessoalmente, é preciso investir na disposição de sua vitrine virtual.

Ações simples como uma boa descrição, evidenciando suas funções, vantagens e características principais, fotos atrativas e de qualidade, além de uma posição de destaque no site, podem fazer toda diferença.

5. Planeje estratégias de vendas

As estratégias mais comuns quando o assunto é escoamento de estoque parado são as de vendas. Embora esse tipo de ação possa trazer bons resultados, é importante executar os passos anteriores primeiro para garantir que o planejamento feito esteja relacionado às verdadeiras causas do problema e que seja possível combatê-las com o menor custo possível.

5.1 Liquidação

Trata-se de uma das táticas de renovação de mercadorias mais populares. Consiste em diminuir drasticamente o preço dos produtos, incentivando a compra.

Para que ela seja efetiva e não traga mais prejuízos do que benefícios, é essencial saber qual o custo de manutenção daquele estoque e garantir que a liquidação não ultrapasse muito esse valor.

5.2 Ofertas dirigidas

Diferentemente da liquidação, que normalmente não possui direcionamento para nenhum público específico, as ofertas dirigidas buscam levar esses anúncios para segmentos mais propensos à compra.

Para isso, utilizam-se dados demográficos e históricos comportamentais dos consumidores para direcionar descontos e outras ações para o tipo de persona que tem mais chances de adquirir aquele produto.

5.3 Evidencie a escassez

Tradicionalmente, as pessoas costumam deixar suas decisões para a última hora. Evidenciar a escassez daquela oferta específica pode incentivar à tomada de ação pelo cliente por medo de ficar sem aquele produto.

Essa tática pode ser usada tanto para a quantidade de itens disponíveis quanto para o prazo final de um desconto ou promoção específica.

5.4 Faça ancoragem de preço

Essa é uma estratégia que busca evidenciar o custo-benefício de uma opção ao relacioná-la com outra, normalmente mais cara. Ao possibilitar a comparação numérica de dois itens diferentes, fica mais tangível para o consumidor se aquela compra é vantajosa ou não.

Um ótimo exemplo de como a ancoragem de preço pode afetar a decisão do consumidor é o clássico estudo de caso da máquina de pão da Williams-Sonoma. Nele, a empresa fez um teste a partir das vendas virtuais do seu equipamento. Eles haviam disponibilizado o produto pelo preço de $275, obtendo baixos resultados.

Ao introduzir um novo modelo um pouco mais avançado na loja virtual, custando mais de $400, a resposta foi inesperada. Embora o produto mais moderno também tenha apresentado baixa taxa de vendas, ocorreu um aumento considerável na saída do estoque da versão mais barata.

A conclusão é de que, ao poder comparar mais de uma versão de uma mesma categoria de mercadoria, as pessoas ficam mais propensas a enxergar o benefício de se escolher entre uma opção ou outra.

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5.5 Upselling e Cross-selling

O cross-selling e upselling são estratégias usadas para incentivar a compra a partir da relação entre mercadorias diferentes.

No Upselling, são exibidas opções similares de um mesmo produto na página do item procurado. Essas alternativas normalmente são ligeiramente mais avançadas ou apresentam algumas funções adicionais, por uma diferença pequena de preço.

O objetivo, dessa forma, é fazer com que o cliente fique inclinado a comprar a opção um pouco mais cara para obter um produto melhor, sentindo que o seu gasto foi justificado por ter feito um bom negócio.

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Já no cross-selling, o objetivo é a compra de produtos complementares ao item selecionado pelo consumidor. Oferecer descontos para esses combos e abatimento no frete podem incentivar ainda mais a ação.

Normalmente as lojas virtuais utilizam essa estratégia ao mostrar opções adicionais em um box “Você pode gostar também de”.

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Essas duas táticas podem ser empregadas alternadamente ou em conjunto, aproveitando para exibir nessas opções aquelas mercadorias que estão paradas no estoque.

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5.7 Promoção de frete

Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 39% dos consumidores consideram o frete grátis um dos fatores que mais os atraem na hora da compra.

Assim, você pode usar essa tendência como uma forma de tornar mais atrativas as mercadorias que estão paradas, assumindo parte parcial ou integral dos custos de envio.

Para isso, é essencial avaliar se essa despesa não será maior do que o valor gasto com o armazenamento daqueles itens. Ainda, é interessante divulgar amplamente essa vantagem e definir um período de validade para a promoção.

A partir de um bom planejamento desde o início e da execução das ações adequadas para o problema, é possível reverter essa situação e diminuir (ou até mesmo eliminar) os prejuízos desse cenário.

Nesse sentido, contar com uma plataforma de e-commerce de alta performance é fundamental para garantir uma gestão facilitada e integrada, além de otimizar as taxas de conversão e evitar situações de estoque parado.

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