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A Amazon e seu impacto no mercado brasileiro

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A Amazon demorou para se estabelecer no país, mas já tem demonstrado sinais de que pretende estender cada vez mais sua operação, tornando-se uma interessante opção para os e-commerces diversificarem sua estratégia de marketplace.

Por isso, neste artigo, vamos falar mais sobre os impactos dessa empresa para quem empreende no setor: como a transformação está acontecendo, de que forma a Amazon aborda o e-commerce e como você pode se beneficiar do marketplace implementado pela empresa. Continue lendo e saiba mais!

 

Origem e história da Amazon

Em 1994, o engenheiro Jeff Bezos e sua esposa resolveram abrir um negócio na garagem de casa, na cidade norte-americana de Seattle. Vendo o crescimento da internet, Bezos decidiu sair de seu emprego como analista para se dedicar a seu empreendimento.

Antes de ser conhecida por Amazon, a empresa já teve como nomes “Cadabra” e “Rentless”. O nome escolhido por Bezos é uma alusão ao rio Amazonas, o maior do mundo — o que demonstra, desde os primórdios do negócio, uma relação de familiaridade com o Brasil. Outro elemento importante a ser mencionado diz respeito à seta presente na logo da empresa. Ela significa que a marca oferece produtos de A a Z.

De início, o foco principal da Amazon era a comercialização de livros. Diferentemente de muitos empreendedores, Bezos prezava sempre pela qualidade do produto. Em outras palavras, seu foco era a estruturação do negócio, no intuito de obter escala comercial, por meio de um sólido planejamento estratégico.

A Amazon começa a incomodar a concorrência

O modelo de negócios adotado por Bezos fez com que, no primeiro mês de vendas, a Amazon já tivesse demanda de todos os 50 estados norte-americanos e de 45 países diferentes. Isso foi possível graças às parcerias feitas com distribuidores e atacadistas espalhados pelo território local. Dessa forma, o cliente poderia ter a certeza de que teria sua encomenda entregue rapidamente.

Com apenas alguns anos em operação, a Amazon já havia alcançado números impressionantes. Nos anos 2000, entrou em vigor o marketplace, como um espaço para outras empresas divulgarem seus produtos, por meio do pagamento de uma taxa referente às vendas. Para obter retorno de longo prazo, Bezos abriu mão dos lucros da empresa durante os cinco primeiros anos. Optou por reinvestir nas operações internas até 2001.

A bolha da internet

Nos anos 2000, houve uma supervalorização nas ações das empresas. Esse acontecimento culminou com uma queda da bolsa de valores de Nova York. Antes de estourar a crise, as ações da Amazon custavam aproximadamente US$ 100,00.

Quando veio a bolha da internet, elas desmoronaram para US$ 6,00, fazendo com que muitos colaboradores perdessem o emprego. Apesar de ter sido uma das poucas a se reerguer após a crise, a Amazon passou por dificuldades para permanecer no mercado.

O crescimento

Inovar e agregar valor são os grandes diferenciais que proporcionaram o crescimento da Amazon nos últimos anos. Bezos não se limitou a atender somente às demandas de um único segmento no mercado. Hoje, a Amazon comercializa itens que vão desde livros físicos e digitais, eletrônicos, até produtos alimentícios, além dos seus serviços digitais.

Além disso, já existem experimentos em que as entregas de encomendas são feitas com o auxílio de drones. Por fim, Bezos também é dono de outro negócio, a Blue Origin, só que do setor de astronáutica.

Como a Amazon contribuiu para o aumento do varejo online

Com o passar do tempo, aumentou consideravelmente a quantidade de pessoas que fazem compras pela internet. A facilidade de acesso às lojas virtuais por dispositivos móveis, a entrega em domicílio e os preços — muitas vezes mais em conta do que nas lojas físicas —, contribuem bastante para o sucesso dessa modalidade de varejo.

Nesse cenário, é inegável o legado criado pela Amazon. O investimento massivo nas operações da empresa, visando melhor atender aos consumidores, fez com que ela crescesse em pouco tempo, popularizando assim o varejo virtual.

Os primeiros passos da Amazon no Brasil

A Amazon chegou ao Brasil tímida, vendendo apenas livros e e-books. Com o tempo, resolveu expandir o negócio, abrindo um marketplace para eletrônicos. Assim, o que aparentemente era uma pequena mudança no mix oferecido pela empresa acabou se revelando uma forma bem interessante para varejistas disponibilizarem seus produtos junto a uma marca de peso no mercado internacional.

Recentemente, a empresa deu uma nova guinada em suas operações ao disponibilizar o site americano, em 5 idiomas, para compras em diversos países, incluindo o Brasil. Além de inglês, espanhol, chinês simplificado, alemão e português, os consumidores poderão utilizar 25 moedas, e os preços já incluem impostos.

A remessa internacional está disponível em um navegador móvel e no aplicativo para dispositivos iOS e Android, e a medida visa facilitar o processo de implantação da empresa nos novos mercados. Ao todo são mais de 45 milhões de produtos disponíveis para entrega no Brasil.

O impacto da Amazon Seller no Brasil

Mas é claro que a Amazon não pretendia parar por aí. Em 2018, a empresa começou o processo para operar 100% em território nacional, oferecendo sua própria estrutura lado a lado com o marketplace.

Como a empresa já tem atenção e reconhecimento no mercado internacional, falta apenas se estabelecer aqui no país. Para isso, terá que tentar estratégias que possam engajar o público. Algumas ações, como o Amazon Prime, que faz bastante sucesso nos Estados Unidos, já começaram a chegar e podem ser uma forma de atrair e fidelizar o consumidor na hora da compra.

Veja a seguir alguns impactos no setor de e-commerce caso haja a consolidação da empresa no mercado brasileiro.

Amazon Prime

Esse serviço que chegou recentemente ao Brasil oferece uma série de benefícios, como:

  • Amazon Prime Vídeo, oferecendo streaming de filmes e séries;
  • Twitch, voltado para a transmissão de competição de e-sports e videogames;
  • Prime Reading, que disponibiliza uma grande gama de livros e revistas;
  • Prime Music, consiste em um concorrente direto do Spotify, ou seja, é um streaming de músicas;
  • Amazon Originals, são inclusos no Prime Vídeo, consistindo em filmes e séries produzidos pela empresa.

Além disso, quem contratar o serviço terá direito a promoções especiais, frete grátis e entrega de até dois dias úteis para as principais cidades brasileiras. Esse benefícios contribuíram bastante para a empresa obter destaque durante a fase de lançamento no território nacional. Todas essas vantagens são oferecidas por somente R$ 9,90 por mês.

É um preço muito mais barato do que nos Estados Unidos, onde é cobrado mensalmente o valor de US$ 12,99, o que equivale a R$ 55. Contudo, é válido ressaltar que os norte-americanos contam com serviços adicionais, que ainda não foram disponibilizados no Brasil.

Tendo de concorrer com grandes empresas do varejo, como Lojas Americanas, Mercado Livre e B2W, a ideia por trás do preço competitivo do Amazon Prime é atrair clientes, no intuito de conquistar uma fatia do mercado.

Com a chegada da Amazon ao Brasil, algumas empresas do varejo tiveram queda em suas ações da bolsa de valores. Entretanto, é importante frisar que esse cenário é bastante propício para que as concorrentes não queiram perder espaço. Em outras palavras, esses varejos se esforçarão para entregar melhores serviços aos clientes, oferecendo preços competitivos.

Assistente virtual

No início de outubro de 2019, chegou ao Brasil a Alexa, assistente virtual da Amazon. Em poucas palavras, essa ferramenta consiste em uma solução em nuvem, capaz de responder a inúmeros comandos por meio de voz.

Além disso, no intuito de melhorar ainda mais a experiência dos usuários, a multinacional trouxe três dispositivos de hardware da linha Echo: O Amazon Echo, o Echo Dot e o Echo Show 5. Eles consistem em autofalantes com o assistente virtual integrado.

A estrutura logística da empresa no Brasil

Por enquanto, a logística da Amazon aqui no Brasil ainda não se diferenciava em nada dos outros marketplaces já existentes aqui. Ela começou utilizando os Correios para fazer suas entregas e já declarou que a infraestrutura de transportes do país não será um problema para dar conta dos prazos. Será preciso pontualidade e organização para que a mobilidade não se torne um problema.

Provavelmente, a famosa rede de logística da empresa vai finalmente se tornar plena em território nacional, o que deve impactar muito no próprio marketplace e em todo o mercado.

Um dos passos em relação a isso foi a inauguração do seu primeiro centro de distribuição em território brasileiro em janeiro 2019, localizado em Cajamar (SP). Já em dezembro do mesmo ano, foi anunciado um novo CD, agora no nordeste, na região da Grande Recife.

A chance de expansão para lojistas

Ainda não dá para cravar o impacto real de uma Amazon inserida de vez no mercado brasileiro, mas a impressão deixada pelo seu marketplace é promissora.

Se, por um lado, a empresa tem mais poder de investimento e lastro para competir acima das lojas menores, essa aglutinação somada a uma melhora na logística geral de mercado pode ser a chave para você se destacar — dentro da própria Amazon.

Ou seja, independentemente do que estar por vir, estar no marketplace da gigante é uma grande estratégia, sem se descuidar de outros canais. O sucesso do e-commerce no Brasil está muito atrelado atualmente à diversidade de frentes: quanto mais canais de venda você tem, mais exposto estará ao público.

As vantagens de apostar no marketplace da Amazon

Seja qual for o impacto da empresa no futuro do e-commerce brasileiro, uma coisa já ficou clara: participar da Amazon Seller Brasil pode ser uma interessante vitrine adicional para seus produtos e negócios.

Para entender como isso acontece, vamos listar uma série de vantagens e benefícios que tornam esse tipo de modelo de vendas muito relevante para a estratégia de qualquer loja virtual. Confira!

Mais visibilidade

A Amazon é famosa nos quesitos inovação e gestão. Isso, por si só, já atrai clientes que se sentem alinhados com a cultura da empresa. A forma discreta com que entrou no mercado brasileiro também é um ponto positivo, já que os consumidores chegaram até ela sem serem bombardeados pela mídia outbound.

Nesse cenário, apostar no marketplace da empresa pode ser uma forma de transferir parte dessa imagem positiva para sua loja. Ao navegarem por mais tempo e confiarem na experiência Amazon, os usuários consideram com mais atenção as opções disponíveis dentro do portal.

Relevância em mecanismos de busca

Em alguns casos, é difícil e demorado posicionar bem sua loja virtual no Google para que os consumidores encontrem seus produtos organicamente em uma pesquisa. O SEO é fundamental para o sucesso do e-commerce e você pode pegar esse poder emprestado de empresas maiores.

Os principais marketplaces brasileiros têm estratégias consolidadas para o bom posicionamento em buscas, e esse pode ser o atalho para que o usuário chegue até você. Com um bom planejamento, inclusive, isso pode até virar um fluxo interessante de redirecionamento para sua loja virtual própria, aumentando o tráfego consideravelmente.

Aumento das conversões

Mais tráfego tende a gerar mais vendas, mas o marketplace também contribui com o aproveitamento melhor dessas visitas diárias, otimizando a taxa de conversão — qual a porcentagem de visitantes que seguem todo o fluxo até a confirmação da compra.

Isso tem a ver com a reputação emprestada dos grandes portais. É nítido, no comportamento do público, que consumidores preferem a segurança de um ambiente conhecido e familiar para fazerem suas compras. Estando nesses locais, você tem menos esforço em convencer e converter.

Sem contar que esses marketplaces podem oferecer também métodos facilitados de conclusão de pedidos e pagamento. A Amazon, por exemplo, tem a compra com um clique, que simplifica o processo de forma incrível. É facilidade para o usuário e mais chance de compras por impulso para você.

Diversificação de público

Uma outra vantagem de estar presente em tantos canais é que você naturalmente tem um alcance maior para diversificar seu público. Quando um e-commerce é pequeno ou médio, é difícil apostar em vários meios de atração, sendo melhor focar nos que dão mais retorno — redes sociais, e-mail marketing, SEO, etc.

No caso dos marketplaces, você gera um tráfego com menos esforço e investimento. Eventualmente, as pessoas chegarão ao seu produto. Com isso, a loja consegue atingir parte do seu público que não é tão frequente nos canais que você decidiu priorizar.

Aposta em nichos

Falando em diversificar o público, muitas lojas virtuais estão encontrando o sucesso apostando em nichos: demandas de público menores, mas com alto índice de engajamento.

Por serem mercados mais restritos, com volume menor de operação, muitas vezes é difícil equilibrar investimento em divulgação e o lucro em retorno.

Estando presente nos marketplaces, seu e-commerce tem uma janela mais ampla para todo tipo de público — já que os grandes players investem em divulgação plural. É mais comodidade para os clientes e mais visibilidade para seus produtos especiais.

Controle de indicadores

Outra parte importante para o sucesso da gestão de um e-commerce é a análise de dados: perfil do público, volume de vendas, cashback, abandono de carrinho, taxa de conversão, etc.

Os melhores marketplaces contam com ferramentas integradas para fazer esse controle e oferecer dados relevantes sobre a performance dos seus produtos.

Mas não basta apenas analisar se a loja está vendendo mais ou menos. O crescimento de um e-commerce está muito ligado à capacidade de gestores para transformar informações em novas estratégias de negócio, que eliminem pontos fracos e reforcem o que dá certo.

Faturamento maior

Juntando todas essas vantagens, nós convergimos nos pontos principais que tornam os marketplaces tão atrativos: mais visibilidade, controle, eficiência e segmentação ajudam seu negócio a ser mais lucrativo.

É assim em qualquer um desses modelos e é assim na Amazon. Muitos lojistas ficam com um pé atrás com as taxas ou com algumas condições nas transações entre empresas, mas a verdade é que esse tipo de portal não faz sucesso à toa. Na verdade, as taxas fazem parte do negócio e se tornam mais atrativas na medida em que outros concorrentes entram no mercado.

Ou seja, talvez seja a hora de encarar o impacto da Amazon Brasil como uma oportunidade. É mais uma frente para seus produtos, uma fonte para atrair o público — convidá-lo para a sua loja e trabalhar em uma fidelização a longo prazo.

Assim, se para você é possível manter as duas alternativas, melhor para a visibilidade do seu negócio, não atrelando suas vendas apenas ao sucesso de outra empresa. A verdade é que, quanto mais oportunidades o varejo tem de aparecer e mostrar seus produtos para possíveis compradores, melhor.

O segredo está em ter uma estratégia de vendas e um plano de contenção para momentos de crises e reviravoltas no mercado. A Amazon Brasil é apenas mais uma chance para você conseguir se consolidar.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o faturamento da empresa no Brasil foi de R$ 600 milhões em 2018, 46% a mais do que o registrado em 2017.

A atuação da Amazon Seller no Brasil tende a apresentar crescimento. Por meio de serviços com preços competitivos como o Amazon Prime, a empresa deseja, com o passar do tempo, disputar com as grandes concorrentes do varejo, como Lojas Americanas e Magazine Luíza. Além disso, a chegada da multinacional faz com que as outras empresas também invistam em oferecer produtos de qualidade e preço acessível aos consumidores.

*Artigo originalmente publicado em fevereiro de 2018 e atualizado em fevereiro de 2020.

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