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4 tendências de e-commerce ditadas por grandes nomes do mercado

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Se você tem um e-commerce ou se interessa pelo assunto, certamente acompanha constantemente as tendências do mercado. Ficar de olho no que as empresas líderes estão fazendo é fundamental para saber o que esperar de novidades nos próximos meses e o que é necessário para se tornar ou se manter competitivo no setor.

Visando ajudar você a se manter atualizado, conversamos com cinco profissionais do mundo do comércio digital que, com base em seus conhecimentos nas mais diversas áreas do segmento, apontam quais são as principais novidades e tendências do mercado de e-commerce para 2018.

Ficou curioso? Então, continue a leitura e conheça boas práticas a serem seguidas rumo ao sucesso do seu e-commerce!


1. Indústrias migrando para o e-commerce

Para abrir essa lista, conversamos com Tiago Souto, responsável pelo e-commerce da Líder Casa. Ele é integrante do Grupo Munhoz Caetano — holding com atuação em mais de 30 países, que reúne diversas indústrias do setor moveleiro.

Segundo Tiago, a indústria está conquistando os e-commerces tanto com o intuito de vender para os varejistas, quanto para o cliente final diretamente. Isso, de acordo com ele, é interessante para a indústria porque, principalmente no setor moveleiro, é difícil que os consumidores finais tenham uma relação mais direta com a marca.

“O que geralmente acontece é que as pessoas têm um contato mais próximo com a loja de móveis e não com a fábrica. Por isso elas compram apenas um sofá e não o móvel de uma marca específica. Esse distanciamento impede a fidelização dos clientes, já que a maioria nem conhece a fábrica de onde vem os produtos que consome”, explica Tiago.

Migrando para o e-commerce, a indústria se coloca na linha de frente e permite que os clientes a encontrem, naveguem em seu site e comprem a preços mais acessíveis. Os produtos vendidos no comércio virtual podem ser exclusivos, para não rivalizar com os que já estão disponíveis no varejo, ou a empresa pode usar esse canal de venda para acabar com estoques e coleções antigas.

Porém, esse movimento de migração para o comércio virtual não é só dedicado à venda de produtos mais baratos.

Com o fluxo no site, é possível ter dados que mostram o que mais interessa ao cliente e fazer uso dessas informações para criar um design mais adaptado ao comprador final. É possível, também, divulgar melhor um produto para que a sua recepção no mercado seja mais eficaz.

Além disso, o e-commerce torna viável ranquear os itens novos, investir em mídia paga e garantir que a entrada dos produtos no mercado seja mais tranquila, principalmente quando se trata de alguma inovação ou artigo com design diferenciado.

2. SEO desempenhando um papel central da redução de CPC

A pessoa mais indicada para falar sobre esse assunto é Thomas Rempel, analista de SEO da Tray Corp e referência quando se trata de otimizar as buscas para e-commerce.

De acordo com ele, em um cenário de aumento do CPC (Cost Per Click), muitas vezes não vale a pena investir em anúncios pagos, mas sim em uma forma menos intrusiva de conquistar seu público.

“A rápida popularização dessas mídias, aliada a um despreparo por parte dos anunciantes, acabou por inflar muito o valor dos cliques nos anúncios de buscas. Não são raras as vezes em que os anunciantes pagam valores muito acima do necessário para terem seus anúncios publicados com boa visibilidade.”

A dica do profissional é otimizar as palavras-chave do seu site para que os itens vendidos apareçam no topo das pesquisas nos buscadores. Essa é a solução mais barata para aumentar o acesso aos seus produtos sem gastar tanto com os anúncios.

Contando com preços mais acessíveis, é possível para a maioria dos empresários investir em SEO para garantir uma boa visibilidade para os seus produtos e, assim, diminuir a necessidade de investir muito dinheiro em um anúncio pago.

Segundo Thomas, essa é uma das ferramentas de geração de leads com melhor custo-benefício, além de ser duradoura, diferente da mídia paga. Nessa última modalidade, assim que acaba o período de validade do anúncio, a sua marca volta a ocupar o lugar que ocuparia se não estivesse usando anúncios. Já com SEO, o seu site permanece em uma mesma posição por mais tempo e só vai decaindo aos poucos se outras empresas disputarem a mesma palavra-chave.

3. Amazon trazendo desafios e oportunidades para os marketplaces brasileiros

Carlos Deodato trabalha na Tray Corp e tem grande vivência em operação de e-commerce. Trabalhou por alguns anos em uma operação que vendia mais de R$ 1 milhão ao mês. Por isso foi a nossa primeira opção na hora de perguntar o que seria tendência para esse modelo de negócio em 2018 a partir da influência da Amazon.

Segundo Carlos, a chegada da empresa é um benefício para todos os tipos de comércio virtual, já que o preço oferecido por ela trará vantagens para os varejistas. Os marketplaces, apesar de bem difundidos e cheios de opções, ainda são caros do ponto de vista dos varejistas, e a Amazon chega no Brasil com preços muito mais acessíveis para eles.

A empresa oferece dois planos:

  • profissional: com mensalidade de R$ 19,00 (grátis nos 3 primeiros meses) e uma taxa de comissão promocional de 10%, com prazo indefinido;
  • individual: dedicado a pequenos varejistas que pretendem fazer menos do que 10 vendas por mês. Esse plano não apresenta mensalidade, mas, além da taxa de comissão de 10% — promocional e com prazo indefinido —, é cobrada uma taxa de R$ 2,00 por item vendido.

“Isso significa uma diferença expressiva, oferecendo uma margem maior para os lojistas em relação ao preço atualmente praticado pelos demais concorrentes de peso do mercado.”

O impacto da presença da Amazon no Brasil é sentido no preço das ações de empresas como a B2W e o Mercado Livre, ambas perdendo valor no mercado.

4. Layouts garantindo um alto CRO

A designer Juliane Nalepa também deu sua contribuição sobre as tendências de e-commerce em 2018, abordando como o design ajuda a aumentar a taxa de conversão por acesso ao site.

Segundo ela, a popularização do marketing digital fez com que o layout centrado na conversão seja uma preocupação mais frequente, já que ele ajuda o cliente a completar uma ação dentro do site de forma satisfatória e sem muitas possibilidades de distração ou desistência.

“Não basta só ser bonito. É preciso pensar nas questões de experiência do usuário, transmitir segurança e profissionalismo, além de conversar com o seu consumidor. Para isto, antes de mais nada é preciso entender qual o público que estará no centro de toda e qualquer ação para pensar em equilíbrio de cores, fontes, fotos atrativas, layout intuitivo e, principalmente, manter um padrão visual.”

Investir em um bom design é uma tendência que veio para ficar, porque é dessa forma que podemos despertar desejos e chamar a atenção do cliente, abrindo portas para sair na frente dos concorrentes.

E aí, gostou das nossas dicas? Então, não deixe de compartilhar este post em suas redes sociais, mostrando para seus contatos que você está por dentro das tendências de e-commerce para 2018.

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