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E-commerce: o guia completo para ter sucesso na sua loja virtual

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A palavra e-commerce diz respeito às diferentes formas de venda de itens pela internet, podendo ser traduzido para comércio eletrônico, em português. Ele pode variar de acordo com as partes envolvidas na transação (pessoas, empresas ou órgãos governamentais) e os dispositivos em que é disponibilizado (sites para web, aplicativos para celular, etc.).

Ano após ano, o e-commerce tem se tornado cada vez mais popular ao redor do mundo. E o cenário não é diferente aqui no Brasil.

Para você ter uma ideia, em 2018, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 53,2 bilhões, o que representa um aumento nominal de 12% em relação ao ano anterior. Segundo pesquisas, a previsão é de que o faturamento do setor chegue a R$ 85 bilhões até 2021 — o que mostra o crescimento constante do mercado digital e de seus diferentes tipos de e-commerce.

Esses números refletem uma tendência cada vez maior ao comércio online, que busca se adaptar para atender à crescente demanda. Embora a maioria das pessoas veja essa modalidade de forma generalista, hoje existe uma série de particularidades que fazem com que esse meio de compra e venda possa se adaptar a praticamente qualquer setor.

Se você quer saber mais sobre diferentes tipos de e-commerce, o que caracteriza esse modelo de negócios e quais fatores devem ser levados em consideração para a escolha da melhor opção para cada realidade, continue a leitura!

 

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O que é e-commerce e para que serve?

Um e-commerce — ou comércio eletrônico — é caracterizado pela realização de operações comerciais em um ambiente virtual. Essas transações não englobam somente a compra e a venda de produtos ou serviços em si, mas todas as etapas desse processo online, como a gestão de estoque e a logística de despacho de mercadorias.

Outra característica fundamental é que ele não existe sem a presença de uma plataforma eletrônica que o suporte. As características e as funcionalidades desses sistemas podem ser das mais diversas e dependerão, claro, dos tipos de e-commerce escolhidos.

Como surgiu o e-commerce?

O surgimento do e-commerce está intimamente ligado à história da própria internet. 

Antes da World Wide Web, a internet como conhecemos hoje, existiam predecessores do compartilhamento de informações entre computadores, como a ARPAnet, desenvolvida nos anos 1960. Conectando, inicialmente, quatro importantes universidades estadunidenses, seu objetivo era garantir a manutenção de comunicações cruciais no caso de um ataque nuclear.

Em 1982, a ARPAnet evoluiu para o Transmission Control Protocol e Internet Protocol (TCP/IP), base do sistema que temos hoje.

Já na metade dessa década, foi disponibilizado um serviço chamado Electronic Mall, que permitia a compra de itens diretamente de 110 comerciantes online, sendo um dos primeiros protótipos do e-commerce.

Porém, antes disso, algumas iniciativas rudimentares de comércio eletrônico foram desenvolvidas, como um projeto de compras online por meio de uma televisão modificada, chamada Videotex, concebida por Michael Aldrich em 1979.

O passo fundamental para lançar as bases do e-commerce atual, no entanto, foi o advento do hipertexto e da interface dos primeiros navegadores web, a partir das contribuições de Tim Berners-Lee, em 1990. Essa foi a base para a internet tal qual conhecemos hoje.

A partir disso, os computadores e a internet passaram a se popularizar entre usuários comuns, permitindo o surgimento do mercado online nas proporções atuais.

Estrutura necessária

Para que o e-commerce passasse a ser viável em grande escala, foi preciso o desenvolvimento de algumas tecnologias específicas.

A primeira delas foi um navegador que permitisse o fácil acesso à web por usuários comuns e que fosse disponibilizado de forma ampla.

Um dos primeiros modelos mundialmente distribuídos foi o Mosaic, lançado em 1993. Já no ano seguinte foi liberado o Netscape 1.0, que viria a ser um dos navegadores mais usados nessa primeira fase de popularização internet. Ele apresentava uma importante funcionalidade de segurança, que é fundamental para o comércio eletrônico até os dias de hoje: o Secure Socket Layer (SSL).

Esse protocolo de segurança é responsável pela criptografia de mensagens de ponta a ponta, assegurando a privacidade de informações compartilhadas na rede. Dessa forma, foi um importante advento para que as pessoas se sentissem mais seguras para compartilhar seus dados pessoais e bancários na web.

Já entre os anos de 1994 e 1995, começaram a aparecer os primeiros serviços de processamento de vendas em cartão de crédito online, como o First Virtual e o CyberCash.

Assim, foram surgindo diferentes recursos que permitiram o desenvolvimento e a evolução dos vários tipos de e-commerce nas décadas seguintes.

Amazon e eBay

A partir desse ambiente embrionário, os dois grandes pioneiros do e-commerce foram a Amazon, de Jeff Bezos, e o eBay, de Pierre Omidyar.

Fundada em 1995, a Amazon começou a operar na garagem de Bezos em Seattle como uma companhia que vendia livros online. No seu primeiro mês de operação, a empresa já havia vendido exemplares para pessoas de mais de 45 países.

Em 1999, Jeff Bezos foi nomeado a personalidade do ano da revista Time, e esse foi o início do que se tornaria uma companhia multibilionária que domina os mais diferentes setores de comercialização de produtos e serviços pela internet.

Já o eBay foi criado também em 1995 por Pierre Omidyar, com o nome de AuctionWeb. Seu objetivo era de ser um site dedicado a unir compradores e vendedores em um mercado honesto e aberto.

O primeiro produto vendido foi um laser pointer quebrado. Omidyar enviou um e-mail ao comprador para se certificar de que ele sabia que o objeto não funcionava. A resposta resumiu perfeitamente o modelo de negócios que seria o pilar da empresa nos anos que se seguiram: “Eu sou um colecionador de laser pointers quebrados”.

O eBay se tornou, então, o precursor dos marketplaces para trocas C2C (consumer to consumer) de produtos usados, hoje também permitindo as transações do tipo B2C e não se limitando mais a itens antigos e de colecionadores.

O resto é história. Hoje, existem diferentes tipos de e-commerce que buscam atender a diversas modalidades de negociações e plataformas. Confira os principais e as particularidades de cada um!

Como funciona o e-commerce na prática?

Para que um comércio eletrônico traga os resultados esperados, é preciso muito mais do que uma plataforma online robusta e com fácil navegação. Depois de o cliente escolher o produto que deseja e efetuar uma compra, começa um processo que precisa ser bem compreendido para funcionar corretamente.

Nesse sentido, um bom planejamento logístico será a chave para o sucesso, afinal, a qualidade nesse aspecto garante uma impressão positiva por parte do consumidor, que enxergará seriedade no seu e-commerce. Na prática, significa que o produto vendido será entregue no dia e lugar prometidos por você na plataforma virtual. 

Durante o planejamento, faça um mapeamento detalhado das principais etapas e elementos envolvidos. Dessa forma, você terá os meios de traçar as melhores estratégias para o seu negócio.

Para realizar a logística da sua loja online com a máxima eficiência, é preciso seguir uma série de etapas, que são:

  • selecionar fornecedores, para produtos prontos e insumos de produção;
  • receber e conferir os materiais;
  • armazenar as mercadorias;
  • fazer o controle do estoque;
  • fazer uma previsão das compras;
  • realizar o picking, que é a preparação dos pedidos feita pelos consumidores do e-commerce;
  • contar com a parceria dos Correios ou de transportadoras;
  • embalar;
  • gerar a documentação e as notas fiscais;
  • monitorar os pedidos, a fim de mostrar ao cliente o andamento do procedimento de entrega da mercadoria;
  • gerenciar as entregas.

A logística é responsável pela distribuição, lidando com coisas como o armazenamento e a embalagem das mercadorias. Já os procedimentos referentes a contatos com fornecedores e produção são geridos estritamente dentro do ambiente virtual. 

A gestão referente ao armazenamento e à distribuição dos itens da sua empresa virtual deve ser feita de modo a maximizar a eficiência. Confira, a seguir, os passos necessários para o seu negócio funcionar de forma satisfatória e conquistar o consumidor.

Conheça as opções para o frete

Basicamente, existem 4 formas de fazer o frete dos itens da sua loja. Confira nas subseções a seguir.

Transportadoras

O histórico de greve e atrasos de entrega dos Correios fez com que as lojas virtuais passassem a encara como uma opção cada vez vantajosa o serviço das transportadoras. Mais especificamente, o transporte fracionado passou a ser amplamente usado, por se basear em veículos de pequeno e médio porte, que fazem entregas proporcionais ao volume dos produtos que foram vendidos.

Além disso, muitas dessas transportadoras contam com softwares responsáveis por fazer o rastreamento das mercadorias. Isso proporciona agilidade e eficiência na entrega, em virtude do investimento massivo dessas empresas em tecnologia.

Logística terceirizada

Quando o e-commerce começa a obter maior escala, pode ser interessante optar pela terceirização dos processos referentes a estocagem e entregas. Quanto maior o negócio fica, maior será a responsabilidade de continuar a entregar os produtos com eficiência. 

Nesse sentido, algumas empresas decidem terceirizar todo o processo — desde o empacotamento, transporte e rastreamento até a comunicação com o cliente.

Correios

A empresa estatal é bastante procurada por empreendedores que estão iniciando os seus negócios. Oferece como vantagens o atendimento em todo o território nacional, além de poder enviar mercadorias para o exterior. Em seu sistema, é possível que os consumidores e gestores do e-commerce acompanhem o andamento das entregas das mercadorias.

As desvantagens do serviço consistem em restrições no tocante ao transporte de encomendas, dependendo do peso e do tamanho dos produtos. Também é válido salientar as greves recorrentes que acontecem, o que compromete consideravelmente a avaliação do negócio por parte dos consumidores.

Motoboy e bicicleta

Se você tem um negócio que atende apenas dentro da cidade, essa é uma opção bastante útil. E-commerces do ramo de restaurantes e comidas como um todo, por exemplo, se utilizam de motoboys e pessoas em uma bicicleta para entregas de curta distância. O cliente, querendo economizar com o frete, também pode optar por retirar o que comprou no próprio estabelecimento físico do negócio.

Planeje as vendas

Com base na previsão de vendas, você deve organizar os produtos da sua loja, de modo a mantê-los disponíveis para os clientes. Somente por meio de análises é que será possível saber com precisão quais são as reais demandas do negócio. Além disso, é importante fazer estimativas — com base nas tendências atuais do mercado e nos últimos resultados obtidos pela sua loja.

Realize o controle e a gestão do estoque

Se o estoque for bem gerido e controlado, você dificilmente terá de passar por imprevistos, como quando há um aumento da procura por itens que estão em quantidade insuficiente ou se for feita uma compra que ficará parada no estoque, causando prejuízo.

Para isso, você pode contar com um software ERP. Esses sistemas ajudam na simplificação e informatização dos itens do estoque, dando dinamismo e eficiência nas operações. Todas as atividades são centralizadas, contribuindo para que tudo seja feito com maior rapidez e organização. 

Soluções ERP oferecem, dentre outras vantagens:

  • segurança;
  • redução de custos;
  • atualização em tempo real dos itens do estoque;
  • armazenamento dos dados em nuvem;
  • acesso às informações por meio de dispositivos móveis, desde que tenham conexão com a internet.

Calcule os valores de frete

O frete é um fator determinante para o sucesso de uma loja virtual. É preciso fazer o cálculo de modo que seja benéfico tanto para os clientes quanto para os empreendedores. É por meio de uma política equilibrada que será possível saber qual é o momento propício para oferecer descontos e promoções — no intuito de gerar vendas —, reduzindo o custo do frete.

Faça o empacotamento

Para que a mercadoria não sofra nenhum dano durante o transporte, é imprescindível o uso de uma embalagem resistente para protegê-la. A importância do empacotamento também se dá pelo fato de que, se feito da forma correta, ele contribuirá para minimizar o risco de o produto ser trocado ou devolvido.

Saiba quais são os desafios da logística

Quem opta por empreender no comércio eletrônico deve estar devidamente ciente dos desafios logísticos que deve enfrentar. De uma forma geral, deve-se ter a expertise para contornar três deles: custos, logística reversa e dificuldades de comunicação. Conheça cada um nos subtópicos a seguir.

Custos

Os gastos com transporte e logística, se não forem bem quantificados, podem comprometer bastante o seu negócio. Assim como no gerenciamento e controle do estoque, utilizar softwares ERP é indispensável. Eles ajudarão você a identificar os gargalos do seu e-commerce, assim como darão um norte para uma ação corretiva rápida. Também não deixe de se atualizar continuamente, observando as principais práticas do mercado.

Logística reversa

Mesmo depois de o produto chegar à casa do cliente, o trabalho não termina. Isso, porque é necessário estabelecer uma logística reversa — caso algum item tenha de ser trocado ou devolvido. 

O consumidor precisa, desde o início, saber da existência desse procedimento em sua loja. Como está previsto em lei, é o próprio e-commerce que deve se responsabilizar por fazer a logística reversa, desde o recolhimento da mercadoria na casa do cliente.

Dificuldades de comunicação

Organizar o fluxo de informações da sua loja também é algo fundamental. Por exemplo, sem o devido controle, você correrá o risco de oferecer ao seu cliente um produto que não existe ou que está em falta no estoque. 

Descuidar desse aspecto pode comprometer bastante a credibilidade do seu comércio eletrônico. Nesse sentido, é de grande importância que as mercadorias sejam rastreadas durante sua jornada, no intuito de mitigar os imprevistos.

Elabore um plano logístico para o seu e-commerce

Apesar da complexidade dos processos logísticos, é totalmente possível gerenciar tudo isso sem ter de contar com uma equipe muito grande. Nesse sentido, o correto planejamento e a coordenação em cada uma das etapas são o que garantirá o sucesso da sua estratégia. Acompanhe, a seguir, dois passos primordiais que estão envolvidos em um plano logístico.

Fluxo logístico

Pelo fato de o Brasil ser um país de dimensões continentais, traçar o caminho do produto até chegar ao cliente faz toda a diferença. Isso permitirá ao gestor ter uma melhor visualização dos detalhes envolvidos, possibilitando a identificação de falhas e desperdícios e contribuindo com a elaboração de melhores estratégias para o envio.

Recursos tecnológicos

Soluções integradas a um comércio eletrônico são de grande ajuda no tocante, dentre outras coisas, à automatização de processos. São ferramentas que contribuem para uma maior produtividade, por meio do gerenciamento das entregas e da jornada das mercadorias na própria interface do software. Investir nessas soluções gera maior economia de tempo e de recursos.

Quais são os tipos de e-commerce existentes?

Agora que você já sabe os principais detalhes de como é o funcionamento do e-commerce na prática e como ter sucesso nesse tipo de empreendimento, confira quais os tipos principais de lojas virtuais e qual se encaixa mais no seu modelo de negócios.

Business to customer (B2C)

Ao pensarmos em comércio eletrônico, normalmente são as lojas B2C que vêm à mente — aquelas que promovem venda direta de produtos da empresa (business) para o consumidor (consumer). Realmente, esse é o tipo mais comum de negociação encontrado no mercado digital, com grandes varejistas operando nesses moldes.

Pensando em uma estratégia ideal, como a concorrência do mercado é grande, os sites devem fornecer o máximo de informação possível para os clientes fazerem escolhas certas.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Seja a sua empresa uma grande varejista, seja ela um pequeno negócio, se o seu público é formado, sobretudo, pelo cliente final, o B2C é a opção ideal para você.

Essa modalidade mostra-se especialmente benéfica para aqueles que contam também com lojas físicas, pois permite a integração omnichannel desses dois comércios ― e o seu consequente fortalecimento. 

Nesse caso, os compradores podem encomendar os seus produtos online e fazer a retirada na unidade mais próxima da sua casa, por exemplo, uma das vantagens da associação de loja física com a virtual.

Business to business (B2B)

No modelo B2B, ambas as partes envolvidas (comprador e vendedor) são empresas. Podemos citar como um bom exemplo de comércio eletrônico business to business as empresas que vendem materiais para escritório — que também podem atuar no modelo B2C.

Nesses moldes, há uma exigência maior em relação a valores de frete e prazos de entrega. Com isso, se o e-commerce não está com a sua estrutura de logística em dia, perde poder competitivo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Se você comercializa produtos usualmente adquiridos em larga escala, provavelmente, esse é o tipo ideal para o seu negócio. Justamente pelo fato de as vendas acontecerem em maior quantidade, há casos que exigem uma pré-aprovação de crédito do comprador. Isso, em certa medida, acaba dando mais segurança de que o lojista receberá pela venda realizada.

Como dissemos, uma particularidade desse segmento é que, geralmente, os negócios vendem e obtêm uma grande quantidade de bens. Sendo assim, a sua empresa pode, a exemplo de outros e-commerces, exigir que seja adquirido um número mínimo de produtos. Pode, também, oferecer a compra por lotes.

Marketplace

Assim como uma loja virtual, o marketplace também é considerado um espaço para promoção e venda de produtos por meio de transações online. No entanto, existe uma diferença primordial entre esses dois: enquanto, no e-commerce, a empresa vende os seus próprios produtos; no marketplace, surge uma mediação, com vários outros lojistas podendo vender as suas mercadorias.

É o caso do Mercado Livre, por exemplo. Então, se formos fazer uma analogia, podemos comparar o marketplace a um shopping virtual. 

Acompanhe, a seguir, uma série de outros aspectos que ajudam a entender melhor a diferença entre os dois.

Logística

Conforme foi visto, um e-commerce deve ter uma preocupação constante com relação aos aspectos logísticos. Redução de custos, identificação de gargalos e controle e gerenciamento de estoque são apenas alguns dos pontos a serem observados.

Contudo, esses elementos não constam no caso de um marketplace. Nessa modalidade, os produtos são simplesmente expostos, e as compras, registradas. Por fim, há o repasse do dinheiro para as empresas envolvidas no negócio, de modo que as comissões são devidamente obtidas.

Alcance do público

Em um comércio eletrônico, o grau de especificidade é grande. Embora o tráfego não seja tão elevado, quem visita a loja são pessoas que estão mais próximas de realizar uma compra. Em outras palavras, o negócio já tem uma persona definida

Por sua vez, o alcance de um marketplace é maior, porém, menos qualificado. Por ser um negócio menos específico, acaba por gerar um menor engajamento e fidelização.

Competitividade

Uma loja virtual está inserida em um nicho de mercado. Dessa forma, ela concorre somente com outras empresas do mesmo segmento. Em um marketplace, a competição é muito maior, portanto, mais difícil de controlar. 

Isso ocorre porque esse tipo de negócio tem de disputar não só com e-commerces especializados de um nicho, mas com outros empreendedores que estejam vendendo produtos no mesmo marketplace.

A modalidade marketplace permite, além do B2C e B2B, duas outras formas principais de comercialização eletrônica. Entenda melhor:

Tipos de público

Consumer to consumer (C2C)

O modelo de negócio C2C se resume à possibilidade de venda entre pessoas físicas. Um exemplo é a OLX. Geralmente, esse tipo de negociação é realizado em marketplaces e não se precisa se limitar à comercialização de produtos. Serviços de freelancers também podem ser anunciados e contratados por meio das plataformas.

Consumer to Business (C2B)

Em um primeiro momento, pode até soar estranho, mas é fato: existem empresas que contratam ou compram bens de pessoas físicas. Podemos citar como exemplo os freelancers, que ofertam serviços, permitindo que as empresas os contatem para que façam trabalhos específicos por determinado período.

Quando é vantajoso optar pelo marketplace

Criar um marketplace é um projeto de alta complexidade e que exige alto investimento. É ideal para quem já tem um grande tráfego em uma loja virtual e quer expandir sua atuação para outros lojistas. Para quem está começando sua primeira operação online, uma boa alternativa é vender nos marketplaces, aproveitando a alta visibilidade desse tipo de canal para conquistar novos clientes.

Business to Government (B2G)

Ao contrário do que muita gente pode pensar, os modelos de negociação não se limitam a empresas e consumidores. Existem também organizações que vendem bens ou serviços para órgãos públicos. Esse tipo de transação também é conhecido como Business to Administration (B2A).

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Quando a sua empresa já comercializa bens ou serviços que geralmente são adquiridos por órgãos governamentais. Além disso, se você já entende como funcionam as licitações, isso pode representar uma vantagem na escolha por esse tipo de comércio virtual.

Importante: as empresas que prestam serviços ou vendem produtos para a administração pública devem estar sempre com as obrigações tributárias em dia. Se você pretende criar um e-commerce nesse segmento, fique atento aos editais e já comece a estudar sobre as etapas de uma licitação pública.

Business to Employee (B2E)

No processo de negociação do B2E, a empresa faz a venda direta de produtos ou serviços para os seus funcionários, dando oportunidade para os colaboradores consumirem as mercadorias da própria empresa.

Por meio de uma intranet (rede interna da empresa), os colaboradores conseguem ter acesso a produtos e serviços exclusivos. Tais itens podem ser usados para recompensar os funcionários com descontos exclusivos, tendo como base o tempo de serviço prestado, por exemplo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Para empresas que comercializam produtos ou serviços com margens maiores de lucro, principalmente, pois o número de vendas pode não ser tão grande nessa modalidade, uma vez que fica restrito ao público interno.

Uma das principais vantagens dessa modalidade é o conhecimento pleno de quem é o seu consumidor, com dados atualizados sobre ele. Além disso, as chances de inadimplência são quase inexistentes.

Primeiro, porque um colaborador pensará duas vezes antes de se tornar inadimplente no próprio lugar em que trabalha, com risco de ter a sua imagem manchada. Por último, porque reduz os custos operacionais, como aqueles gerados pelas entregas.

Social commerce (s-commerce)

Esse modelo usa as redes sociais tanto para a atração como para a fidelização dos clientes. Algumas plataformas permitem, inclusive, a criação de lojas virtuais, espaços destinados à exibição de produtos com os respectivos valores, além da opção de colocar um botão de compra, direcionando o usuário para uma página de oferta ou checkout.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Você está em um momento de crescimento do seu empreendimento? Essa modalidade de comercialização é usada principalmente como estratégia para a expansão do alcance da marca. No Facebook, por exemplo, existem cerca de 2 bilhões de usuários cadastrados. Com todo esse volume, as chances de fazer negócios se tornam bem maiores.

Principalmente para aqueles comércios que já estão bastante presentes nas redes sociais, já adaptados à linguagem e às formas de se comunicar nessas redes, essa pode ser mais uma vantagem.

Mobile commerce (m-commerce)

Dados da 37ª edição do Webshoppers informam que 27,3% das transações online no Brasil foram feitas por meio de smartphones ou tablets no ano de 2017. Fazer compras por meio de tais dispositivos é o que caracteriza o mobile commerce ― também conhecido como m-commerce.

Existe uma expectativa, de acordo com o mesmo relatório, de que haja mais um crescimento considerável ao final do ano, no último trimestre, atingindo 37% das compras.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Independentemente do segmento em que se atua, é válido dizer que todas as empresas deveriam investir no m-commerce, dado o número grandioso de pessoas que faz uso de smartphones e tablets e por ser o tipo de e-commerce que mais cresce na atualidade.

Com cada vez mais pessoas usando aparelhos mobile para realizar ações das mais diversas naturezas, incluindo transações comerciais, ficará para trás quem não apostar nessa modalidade.

É indispensável o investimento em sites mobile friendly, com interface responsiva e amigável para os usuários desses aparelhos. A criação de aplicativos também se mostra vantajosa.

TV commerce (t-commerce)

Esse tipo de e-commerce, embora ainda não tenha sido colocado completamente em ação, apresenta grandes possibilidades para o futuro, tendo em vista que práticas com inclinação multicanal estão em alta.

O TV commerce ― ou t-commerce ― une as funcionalidades das Smart TVs ao comércio eletrônico. Esse aparelho permite que exista interação entre o que está sendo visto/ouvido e os seus telespectadores, levando o conceito de entretenimento a níveis ainda mais altos.

A premissa do t-commerce é a seguinte: enquanto uma pessoa está assistindo a um programa ― um evento esportivo ou um seriado, por exemplo ―, anúncios de itens que estejam relacionados a essas atrações são exibidos na tela da Smart TV, com informações sobre os produtos a serem adquiridos.

Sendo assim, caso o telespectador tenha interesse em adquirir algo, basta que acesse o anúncio e conclua a compra por meio da TV mesmo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Embora, como dissemos, essa modalidade esteja ainda no início da sua aplicação em escala, é algo a ser considerado em um futuro próximo, principalmente se você comercializa produtos usados por personalidades que aparecem constantemente na TV e são referências para muitas outras pessoas. Porém, em longo prazo, as possibilidades são praticamente infinitas.

Subscribe commerce

O subscribe commerce pode ser traduzido como comércio de subscrições, mas ele é mais conhecido por um outro nome: clube de assinaturas.

Trata-se de modalidade baseada na recorrência. É uma adaptação para o mundo digital de serviços tradicionais, como a assinatura de jornais e revistas, TV a cabo e até mesmo das academias de ginástica.

O consumidor concorda em fazer um pagamento mensal para receber todos os meses um benefício esperado. Ele pode ser um pacote de produtos personalizados e exclusivos ou a reposição de itens que são comprados com frequência, como lentes de contato ou rações para cachorro.

A experiência do cliente é o foco principal dessa modalidade, que, muitas vezes, é oferecida nos e-commerces tradicionais, principalmente os do varejo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Os setores que mais se beneficiam desse modelo são aqueles onde a recompra é feita com frequência.

Essa é, portanto, uma maneira de automatizar um comportamento já existente do consumidor. Se ele tem gatos, ele já faz a compra todos os meses de areia higiênica, ração e outros produtos para os animais de estimação. Um clube de assinaturas voltado para pets, por exemplo, facilita esse processo, que passa a ocorrer de forma automática.

Os clientes ganham em praticidade, e os lojistas, em garantir que eles não vão comprar esses itens de outro lugar.

Outra área que tem bastante potencial para essa modalidade são itens extremamente personalizados ou difíceis de encontrar.

É o caso de um pacote de assinaturas de produtos saudáveis para pessoas que têm restrições alimentares, como intolerância à lactose ou doença celíaca, ou de bebidas artesanais ou importadas.

Diferentes setores podem se beneficiar dessa modalidade, desde que compreendam o seu público-alvo e de que forma podem proporcionar uma experiência diferenciada a ele.

Mercado de infoprodutos

Apesar de não se tratar especificamente de uma nova modalidade de e-commerce, o mercado de infoprodutos merece uma atenção especial.

Sua principal diferença do e-commerce tradicional é que, em vez de vender mercadorias físicas, ele comercializa produtos digitais, como softwares, e-books, treinamentos, aulas EAD (educação a distância), etc.

Trata-se, portanto, de uma maneira de vender informação digitalmente. É o caso de um curso virtual sobre como tocar guitarra, por exemplo. O consumidor faz a compra e recebe acesso a uma área de alunos e a materiais exclusivos que podem ser baixados e acessados em diferentes dispositivos.

Esse modelo é popular já há muito tempo nos Estados Unidos e passou a ganhar força no Brasil principalmente no final da década de 2000.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

A peça chave do e-commerce de infoprodutos é o conhecimento. Portanto, essa modalidade é indicada para quem tem algum tipo de informação que seja valiosa o suficiente para ser comercializada. Assim, o elemento principal dessa equação é a existência de um público-alvo interessado nessa demanda.

Três grandes segmentos têm obtido muito sucesso com esse modelo de negócios:

  • o mercado de softwares, um dos mais antigos, que são ferramentas vendidas online para download, como os produtos da Adobe, ou então baseadas em SaaS, como plataformas de help center, CRM etc.;
  • o mercado de ganhar dinheiro, com cursos e conteúdos exclusivos sobre como aumentar o faturamento, abrir a própria empresa e se tornar um infoprodutor;
  • o mercado fitness, a partir de métodos de emagrecimento, como programas de exercício e life-coaching.

Um dos grandes desafios desse setor é a pirataria. Uma vez que esses produtos são disponibilizados digitalmente, é muito comum que haja a replicação não autorizada de ferramentas e conteúdos, trazendo grandes prejuízos e a queda das vendas.

A utilização de servidores próprios, como nas plataformas em SaaS, tem reduzido esse processo, mas ele continua sendo um risco que deve ser levado em consideração ao entrar nesse mercado.

Por fim, precisamos lembrar que não importa o modelo escolhido, o tipo de plataforma de e-commerce usado é fator que merece máximo cuidado na estruturação da loja. Afinal, se esse elemento não funciona adequadamente, de acordo com as necessidades do negócio, nada funciona de maneira alguma!

Quais os produtos mais vendidos online?

Para quem deseja ingressar no mercado online, é preciso estar atento às categorias de produtos mais procurados pelos consumidores. Confira o infográfico abaixo!

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Por que investir no e-commerce?

O comércio eletrônico cresce a cada dia, conquistando mais consumidores e oferecendo possibilidades de explorar os mais diferentes segmentos de atuação. O que antes era considerado uma tendência já se tornou uma necessidade para qualquer lojista que queira se adequar a um mundo cada vez mais omnichannel.

As pessoas esperam ter uma experiência rápida, facilitada e integrada entre os mundos online e offline. Confira, a seguir, as principais vantagens de investir em uma loja virtual.

Indicadores de performance

Vender produtos pela internet possibilita a medição da performance. Na prática, sua empresa terá em mãos todos os meios necessários para tomar ações corretivas, se achar necessário. Poderá medir o número de visitantes da plataforma, assim como o tempo de permanência na loja e a taxa de conversão e rejeição do seu negócio.

Mais do que isso, é possível ter uma noção precisa da quantidade de tráfego orgânico e pago da sua loja. Por meio da análise das métricas, será possível saber qual das duas formas gera mais visitas, trazendo economia para o seu empreendimento.

Alcance

Diferente de uma loja física, um e-commerce não tem a limitação do alcance. Logo, seus clientes podem vir de qualquer região do Brasil. Mas não se engane: ainda assim é preciso ter cuidado no planejamento logístico, como já foi visto neste artigo.

Tempo de construção

Para um e-commerce funcionar e gerar vendas, o tempo de implementação é normalmente bem menor do que de um negócio físico.

Disponibilidade

Um empreendimento físico não tem como ficar aberto 24 horas por dia. Os custos com funcionários e energia seriam bastante elevados. Um e-commerce, porém, estará disponível na rede 24 horas por dia e 7 dias por semana. É uma maneira de vender com recorrência e consolidar-se no mercado.

Para você ter ideia da importância desse setor e do seu constante crescimento, confira o infográfico abaixo com os principais dados atuais do e-commerce no Brasil!

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O que é preciso para montar um e-commerce?

Agora que você conhece os pormenores do funcionamento e as vantagens de ter uma loja virtual, confira os procedimentos necessários para a criação do seu e-commerce. Procure não negligenciar e nem pular etapas; do contrário, seu negócio correrá o risco de não render o resultado que se espera.

Planejar

O ponto de partida é saber aonde o seu negócio pretende chegar. Logo, o ideal é ter em mente todos os objetivos e documentá-los em um plano de ação. Esse é o lugar que abrigará todo o seu planejamento estratégico — englobando todos os aspectos logísticos e os fatores relacionados com a melhor experiência do cliente dentro do seu ambiente virtual.

Analisar a concorrência

É importante acompanhar de perto quem já está no mesmo segmento que o seu. Se isso ainda não é do seu conhecimento, procure fazer pesquisas no Google por produtos que façam parte do seu nicho. Além disso, conversar com os fornecedores e clientes pode ajudar bastante.

Delimitar o público-alvo do e-commerce

Antes de criar o seu e-commerce, é primordial pensar em quais pessoas o seu negócio pretende atingir. Assim, os produtos serão escolhidos de forma mais direcionada, evitando problemas na gestão de estoque. Mais do que isso, a definição do público-alvo será a chave para a criação de um relacionamento permanente com os consumidores da sua loja.

Na hora de comprar, as pessoas levam em consideração uma série de fatores, que vão muito além do preço. O valor agregado que o produto traz, a qualidade do atendimento, a facilidade de navegação no e-commerce e o tempo de carregamento das páginas são alguns exemplos.

Escolher os fornecedores

Na hora de fechar negócio com fornecedores, pesquise antes. Leve em consideração fatores como prazo de entrega, condições de pagamento do serviço e se a empresa já tem um nome consolidado no seu segmento de mercado. Preze sempre pela qualidade. Quanto melhores forem os fornecedores, melhor para o cliente e, consequentemente, para o seu negócio.

Definir o mix de produtos

Basicamente, o mix de produtos é um conjunto composto pelas mercadorias escolhidas para venda em uma empresa. Ainda que a definição do público-alvo seja um bom norte na hora de definir os produtos, outros pontos também merecem atenção.

Principalmente no caso de gestores com pouca experiência no mercado online, a recomendação é que sejam explorados itens de apenas uma categoria. Com o passar do tempo, você pode explorar outras — até mesmo para tentar conquistar uma nova base de consumidores.

Além disso, caso você já tenha uma loja física, é importante compreender que não necessariamente é uma boa estratégia vendes os mesmos produtos na loja virtual. É preciso analisar qual público tem o costume de fazer compras online, quais mercadorias têm boa saída nesse meio, quais apresentam entraves logísticos, etc.

Escolher bons colaboradores

Para que o seu negócio funcione corretamente e proporcione os resultados desejados, contar com uma equipe capacitada é essencial. Para iniciar o empreendimento, os seguintes profissionais devem fazer parte da sua equipe de colaboradores:

  • analistas de suporte, para a comunicação direta com os clientes no caso de dúvidas e problemas;
  • operadores de logística ou de expedição, responsáveis por separar, embalar, conferir e controlar entregas e devoluções;
  • analista de marketing, tem a competência para criar as campanhas de vendas da loja online;
  • analista de criação, responsável criação de campanhas audiovisuais;
  • web designer, é o profissional que trata da customização do layout da loja virtual;
  • especialista de SEO e mídias sociais, essas áreas de especialidade são imprescindíveis para atrair o tráfego, por meio da contínua otimização das palavras-chave.

Algumas dessas funções podem ser terceirizadas, como o caso dos profissionais de marketing que podem ser substituídos por uma agência de comunicação e performance.

Focar na segurança

Dentro do ambiente virtual, todo site, sistema ou e-commerce fica vulnerável à ação de programas maliciosos, que podem roubar dados sigilosos das empresas. A segurança também é um fator determinante na melhor experiência dos usuários dentro da sua plataforma.

Nesse sentido, procure pelas soluções que oferecem, dentre outras coisas, integração com protocolos de segurança, firewalls e certificados — a fim de mitigar os riscos de ataque. Por fim, atente também para a segurança nos sistemas de pagamento do seu negócio.

Investir em marketing

Diferente da abordagem tradicional, o marketing digital tem uma atenção maior pela satisfação do consumidor. Em vez de campanhas ostensivas e, muitas vezes, irritantes, procure formas de educar e atrair as pessoas, de modo que, no momento certo, elas estarão aptas a fechar um negócio com você.

Invista no inbound marketing e construa uma lista de e-mails para nutrir a sua base de clientes com informações, curiosidades — enfim, tudo aquilo que tem relação indireta com a venda de um produto. Também não abra mão de investir em mídias pagas; descubra se os seus clientes preferem usar o Google, Facebook ou YouTube. A partir disso, crie anúncios para atrair tráfego qualificado para o seu empreendimento virtual.

Um e-commerce é uma excelente oportunidade de atingir novos públicos e aproveitar um mercado promissor. Contudo, é importante conhecer seu funcionamento e entender os aspectos logísticos e as parcerias com fornecedores e transportadoras. Ainda, essa atividade requer um massivo acompanhamento de métricas, a fim de identificar problemas e realizar ações corretivas.

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*Artigo publicado originalmente em dezembro de 2017 e atualizado em fevereiro de 2020.